VI Encontro Estadual de História da ANPUH/RN

Horário

Dia 22/07/2014

Dia 23/07/2014

Dia 24/07/2014

Dia 25/07/2014

08h às 11h

Credenciamento

Mini-cursos

Mini-cursos

Mini-cursos

14h às 17h

Credenciamento

Simpósios Temáticos

Simpósios Temáticos

Simpósios Temáticos

17h30 às 19h30

Credenciamento

Atividade Cultural/Lançamento de Livros

Assembleia Geral da ANPUH-RN

Reunião dos GT’S

20h às 22h

– Abertura Oficial

– Conferência de Abertura (Prof. Dr. Rodrigo Patto sá Motta)- UFMG e Presidente da ANPUH-RN

Mesas Redondas

1) Currículos de História: licenciaturas e educação básica

Profª. Drª. Circe Maria Fernandes Bittencourt (PUC-SP) Prof. Dr. Raimundo Nonato rocha (UFRN) Prof. Dr. Paulo Eduardo Dias de Mello (USP)

2) Comissão da Verdade: verdades cruzadas

Prof. Dr. José Antonio Spinelli Lindozo – UFRN e membro da Comissão da Verdade da UFRN Prof. Dr. Paulo Giovani Antonio Nunes – UFPB e Presidente da Comissão da Verdade da Paraíba Prof. Dr. Almir de Carvalho Bueno UFRN-CERES-DHC e membro da Comissão da Verdade da UFRN

Mesas Redondas

1) Caminhos dos sertões no período colonial

Profª. Drª Carmen Margarida Oliveira Alveal (CCHLA/UFRN) Prof. Dr. Muirakytan Kennedy de Macedo (UFRN-CERES-DHC) Prof. Ms. Leonardo Candido Rolim (USP)

2) A História Ambiental e suas interfaces com outros campos do saber

Prof. Dr. José Otávio Aguiar – UFCG Prof. Dr. Francisco Carlos Jacinto Barbosa – UECE Profª.Drª. Kênia Sousa Rios – UFC

– Conferência de encerramento (Prof. Dr. Jorge ferreira) – UFRJ

-Encerramento oficial

Os textos finais que farão parte dos Anais Eletrônicos do VI Encontro Estadual de História – ANPUH-RN deverão ser encaminhados entre os dias 26/07 a 24/08/2014 para o e-mail: encontrohistoriarn@gmail.com, com a seguinte formatação: mínimo de 12 páginas e máximo de 20; Fonte Arial; tamanho 12 para texto e 11 para citações acima de três linhas (separadas do corpo do texto); margens 2,5; espaçamento entre linhas 1,5; notas de rodapé, com bibliografia final; os textos devem conter os dados biográficos do(s) autor(es). As normas para citação e bibliografia devem seguir as normas da ABNT atualizadas.Os anais serão disponibilizados em formato eletrônico, em espaço apropriado neste site.

AÇÂO PRAZO
Inscrição de trabalho em Simpósios Temáticos 10/03 a 11/05/2014
Envio de cartas de aceite 19/05 a 25/05/2014
Inscrição em Mini-Cursos 10/03 a 06/07/2014
Inscrição de ouvinte 10/03 a 06/07/2014
VI Encontro estadual de História – ANPUH-RN 22 a 25/07/2014
Envio do texto completo para publicação nos Anais 26/07 a 24/08/2014
Publicação dos anais Até 14/12/2014

Conferência de Abertura: Dia 22/07/2014 – 20h
Prof. Dr. Rodrigo Patto Sá Motta – UFMG e Presidente da ANPUH-BR

Conferência de Encerramento: Dia 25/07/2014 – 20h
Prof. Dr. Jorge Ferreira (UFF)

DIA 23/07/2014 – 20h às 22h:

1) Currículos de História: licenciaturas e educação básica
Profª. Drª. Circe Maria Fernandes Bittencourt (PUC-SP)
Prof. Dr. Raimundo Nonato rocha (UFRN)
Prof. Dr. Paulo Eduardo Dias de Mello (USP)

2) Comissão da Verdade: verdades cruzadas.
Prof. Dr. José Antonio Spinelli Lindozo – UFRN e membro da Comissão da Verdade da UFRN
Prof. Dr. Paulo Giovani Antonio Nunes – UFPB e Presidente da Comissão da Verdade da Paraíba
Prof. Dr. Almir de Carvalho Bueno – UFRN-CERES-DHC e membro da Comissão da Verdade da UFRN

DIA 24/07/2014:

1) Caminhos dos sertões no período colonial.
Profª. Drª Carmen Margarida Oliveira Alveal (CCHLA/UFRN)
Prof. Dr. Muirakytan Kennedy de Macedo (UFRN-CERES-DHC)
Prof. Ms. Leonardo Candido Rolim (USP)

2) A História Ambiental e suas interfaces com outros campos do saber.
Prof. Dr. José Otávio Aguiar – UFCG
Prof. Dr. Francisco Carlos Jacinto Barbosa – UECE
Profª.Drª. Kênia Sousa Rios – UFC

1- A história política em meio a velhos e novos desafios

Saul Estevam Fernandes
Mestre em História pela UFRN – Doutorando em História pela PUC-RS – Bolsista Cnpq.

Os historiadores deram nas últimas décadas importantes respostas as críticas lançadas a história política. Tais respostas propiciaram a abertura de novos estudos sobre um importante campo historiográfico, renegado e criticado por historiadores por um longo tempo. Nosso simpósio temático visa discutir os velhos e novos desafios aplicados as mais diversas pesquisas sobre História Política. Interessamo-nos por análises que discutam os imaginários políticos; as culturas políticas; os intelectuais ligados à política e ao estado; o uso do saber, da mídia e do poder pelos políticos; os partidos e as eleições; os movimentos sociais, as agremiações e os sindicatos; as memórias e as idéias políticas; os governos, os estadistas e o estado.

Palavras-chave: História, Historiografia, Política

2-Ensino de História na contemporaneidade: novas propostas metodológicas.

Diego Marinho de Gois Mestre em História pela UFRNProfessor Substituto de História UERN-MOSSORÓ

Edianne dos Santos Nobre Doutoranda em História pela UFRJ Professora Substituta de História UFRN-CERES-CAICÓ

A presente proposta tem por objetivo discutir o Ensino de História na contemporaneidade, tendo como especificidade as novas propostas metodológicas, entrando em contato com a reflexão sobre a formação do docente de História em conjunto com o (re)conhecimento da realidade específica da educação em suas diversas modalidades: Fundamental, Médio, Educação de Jovens e Adultos, Superior.Nesta óptica, a proposta, visa eleger questões múltiplas relacionadas ao trabalho do novo professor, como: cultura material, patrimônio, memória, museus, literatura, livro didático, dentre outros, como procedimentos metodológicos, que visa capacitar os alunos da licenciatura e professores de História, na elaboração de trabalhos necessários para a renovação desse ensino, relacionando temas transversais e presando pela interdisciplinaridade. Este simpósio terá, pois, como objetivo principal reunir pesquisadores interessados nos novos saberes educacionais a serviço da iniciação e da continuidade da formação docente.

Justificativa:
Partindo das necessárias atividades teóricas e práticas que envolvem a atuação do professor de História, percebemos a necessidade do envolvimento entre pesquisa e ensino, principalmente na escolha das metodologias aplicadas à sala de aula, o qual observa uma urgente renovação da atuação do professor, diante da constatação de um número significativo de alunos olhares com desdém a disciplina, mesmo perante as renovações dos conteúdos historiográficos e sua inserção no ensino.

Palavras-chave: Ensino de História, Currículo, Metodologias.

3- Ensino de História: articulações entre teoria e prática do professor-historiador

Profa. Dra. Margarida Maria Dias de Oliveira – prof. Adjunto – UFRN
Prof. Mrs. Robson William Potier – prof. Titular – UnP

Este simpósio objetiva se constituir em um espaço para discussões a partir de apresentações de trabalhos acadêmicos e experiências profissionais ligados à práxis do professor-historiador nos diversos níveis em que acontece o ensino de História, ou seja, busca-se discutir acerca de experiências práticas ligadas ao ensino-aprendizagem de História e suas relações com embasamentos pautados em pressupostos teórico-metodológicos da Ciência Histórica.
O ensino de história apresenta-se como objeto de estudo para diversos pesquisadores da contemporaneidade, ou ainda, representa área de interesse e promove discussões entre diversos profissionais envolvidos coma constru ção e o desenvolvimento de conhecimento histórico. Nesse sentido, a Ciência Histórica e seus pressupostos permitem que se discutam as inter-relações entre a pesquisa histórica, o ensino de história e a prática cotidiana do profissional historiador. Esse simpósio temático busca, portanto,reunir professores, pesquisadores, estudantes. Sujeitos envolvidos com diversas perspectivas e patamares promovidos pela prática docente do ensino de história, tanto no Ensino Básico, quanto no Ensino Superior. Assim, temas como o das experiências e vivências que aliem teoria e prática para o ensino de história, poderão ser articulados a abordagens como, expectativas de aprendizagem, desenvolvimento de consciência histórica, formação profissional do professor historiador, currículos, políticas públicas educacionais, entre outros.

4- IMPRENSA, INTELECTUAIS E PRÁTICAS DE LEITURAS NO BRASIL (SÉCULO XIX – XX)

Genilson de Azevedo Farias (Mestre pelo PPGCS – UFRN)

Maiara Juliana Gonçalves da Silva (Mestranda do PPGH – UFRN)

A partir da segunda metade do século XIX, a imprensa emergiu enquanto importante veículo midiático no país. Nessa época, o Brasil sofreu um movimento de implantações de oficinas tipográficas, de aumento do número de jornais e de revistas circulantes nas cidades, e da ampliação do universo de leitores na medida em que transmitiam à população informações, entretenimentos e ditames comportamentais. A nossa proposta é pertinente e se justifica pelo avanço significativo nos últimos anos de trabalhos que adotam a perspectiva da Nova História, que trazem a possibilidade de pesquisas que resultam de investigações realizadas por meio de novos objetos e de novas fontes de pesquisa, no nosso caso, a imprensa. Os jornais e as revistas podem ser utilizados como fonte de conhecimento para a história seja para obter dados econômicos, seja para analisar aspectos da vida política e social. Os periódicos auxiliam na compreensão da paisagem urbana, das representações, dos valores sociais de sujeitos de uma determinada época, além de representar hábitos, assuntos, moda, acontecimentos, modo de pensar, reúnem sentidos históricos e denunciam os determinantes que influenciavam um conjunto social de um dado lugar e de uma dada época. Nesse sentido, o presente grupo de trabalho, busca reunir pesquisas que matizem a relação entre história e imprensa no Brasil durante os séculos XIX e XX, agrupando estudos que discutam acerca da imprensa no Brasil, contemplando temas referentes à atuação de intelectuais, à produção literária em jornais, às relações pessoais plurais constituídas na produção dos periódicos, à representação do cotidiano brasileiro descortinada nos jornais e nas revistas, bem como, à circulação e à recepção desses impressos em meio à população

Palavras-chaves: intelectuais, imprensa, leitura.

5- HISTÓRIA E DOCÊNCIA: desafios que permeiam a teoria e a prática pedagógica

Profa. Ms. Adriana Cristina da Silva Patrício – Rede Básica de Ensino (SME-Natal/RN).

Profa. Esp. Keila Monique Marques Costa – Rede Básica de Ensino (SME-Natal/RN)

O ensino é um espaço dinâmico que relaciona pessoas, teorias e práticas que precisam está em constante processo de (re) construção. Percebida como um ambiente de continuo aprendizado e (re) fazer permanente de conceitos e práticas, a sala-de-aula (nas suas diversas perspectivas e dimensões) apresenta-se como espaço privilegiado da relação pedagógica, lugar de troca, direcionamentos e descobertas. Este Simpósio temático destina-se à apresentação de trabalhos que abordem temas como: Interdisciplinaridade, Conteúdos Transversais, Memória, Currículo, Gestão e Política Educacional; relacionados à disciplina de História na Educação Básica. Pretendemos reunir professores / pesquisadores com o intuito de socializar conhecimentos que envolvam o ensino, a pesquisa, os métodos e avaliação das práticas pedagógicas ligadas à área específica de Historia para que possam ser compartilhadas e discutidas, proporcionando dinamicidade às nossas atividades diárias, além de socializar as dificuldades e desafios que o profissional de História encontra para tornar realidade seus projetos no âmbito escolar.

Palavras-chave:História, Prática Pedagógica, Sala-de-Aula.

6- HISTÓRIA E MEMÓRIA DAS CIDADES: ESTRATÉGIAS E USOS DO PASSADO

Prof. Me.Roberg Januário dos Santos (DHI/ Assú – UERN).

Profa. Ma. Lucilvana Ferreira Barros (DHI/ Mossoró – UERN).

A cidade pode ser tomada enquanto uma experiência social, bem como uma experiência visual, mas convencionalmente a mesma tem sido concebida como um aglomerado urbano, com espaço específico possuidor de aparelhamento diferenciado e o privilegio de sediar a autoridade. No entanto, concordamos com Barros (2012) quando afirma que a cidade é um fenômeno complexo e que diz respeito a uma formação social específica a ser definida por meio de dimensões várias: forma, historicidade, cultura e imaginário. É nesse sentido que pensamos a cidade para além da noção de pedra e cal, tomando-a como constructo humano e, portanto, problematizada a partir das diversas linguagens emergentes no saber/fazer daquele que a habita. Desse modo, este simpósio temático pretende ser um espaço de diálogo em torno da constituição das cidades através das estratégias e usos do passado, à medida que a história e a memória são acionadas no sentido de significação e resignificação da espacialidade citadina. A história e a memória muitas vezes são confundidas uma com a outra na perspectiva de se alavancarem narrativas fundantes, arquetípicas e glorificadoras dos espaços, de modo que os agentes sociais envolvidos nestas ações visam arrastar no tempo “pérolas” do passado, estrategicamente recortadas. Assim, a nossa proposta é articular discussões que possam fomentar reflexões acerca das diversas maneiras de pensar e sentir a cidade, notadamente a partir das produções de historiadores, memorialistas, poetas, romancistas, músicos, cronistas, entre outros. A cidade ainda será discutida por meio dos lugares de memória (museus, memoriais, monumentos etc.), festas, religiosidades, acontecimentos traumáticos, tradições, paisagens e manifestações culturais diversas

Palavras-Chave: História, Memória, Cidade.

7- História social do urbano: as cidades brasileiras entre o Império e a Primeira República

Gabriela Fernandes de Siqueira – Mestranda em História pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Renato Marinho Brandão Santos – Doutorando em Educação pela UMinho – Portugal; professor do IFRN, campus João Câmara

No século XIX, estudiosos de áreas diversas voltaram seus olhares para os espaços citadinos e começaram a demonstrar preocupação em entender as especificidades do “viver urbano”, em compreender as mudanças, as diferenças entre esse viver e o de outros ambientes sociais, e em analisar os vários tipos de vida social que se desenvolviam nas diversas modalidades de formações urbanas. Tais preocupações tornaram-se mais evidentes no século XX. O objetivo deste simpósio temático é contribuir com essas discussões, reunindo pesquisadores que possuam diferentes perspectivas de análise sobre a história das cidades brasileiras entre o Império e a Primeira República. Serão aceitos trabalhos que discutam o processo de formação das urbes, a cidade como espaço de troca e circulação de bens materiais e simbólicos, os usos dos equipamentos urbanos, a configuração do poder local, as estruturas de poder e suas relações com a apropriação da terra urbana, os conflitos pelos usos dos espaços, o processo de elaboração e aplicação das leis urbanas, os conflitos sociais, as relações de trabalho, os grupos familiares e suas relações de poder materializadas nos espaços urbanos, os espaços de sociabilidade, entre outros temas que aprofundem o debate sobre aspectos políticos, sociais, materiais e culturais a partir de uma reflexão sobre o “viver urbano” e os arranjos sociais nas cidades brasileiras do Império à Primeira República.

Palavras-chave: História social do urbano; Império; Primeira República

8-História, Cultura e Imprensa: Diálogos Possíveis

Jorilene Barros da Silva Gomes Mestranda História UFPB

Paula Rejane Fernandes Doutoranda em História UFES/ IFBAIANO

Este simpósio temático tem por objetivo central congregar trabalhos que reflitam e problematizem sobre as interações entre a História, a Cultura e a Imprensa, como forma de apreensão do mundo e suas várias representações do real (Chartier, 1999 e Pesavento, 2003). Logo, refletir sobre os valores e exercícios de poder (Foucault, 1997) compartilhados na imprensa deve ser tarefa do historiador na pesquisa histórica, pensando nisto este seção busca discutir as memórias, as sociabilidades, as identidades, educabilidades e sensibilidades incutidas na sociedade.

Palavras – chave: História, pesquisa e Imprensa.

9-IDENTIDADES E CULTURAS EM CONSTRUÇÃO: TEMAS, PROBLEMAS E DESAFIOS A HISTÓRIA INDÍGENA NO NORDESTE.

Prof. Dr. Lígio José de Oliveira Maia – Departamento de História – UFRN

No Brasil, a história indígena e do indigenismo vêm passando nas últimas décadas por uma renovada perspectiva teórica e metodológica; hoje, na região Nordeste, palco de inúmeras emergências e novas formas de apreensão da visibilidade dos povos indígenas, essa questão é ainda mais significativa uma vez que coloca aos pesquisadores o desafio a compreensão desses fenômenos históricos contemporâneos, mas com marcas bem características da mais antiga área de ocupação da Coroa portuguesa na experiência colonial. O objetivo geral deste simpósio temático, por conseguinte, é congregar e discutir com pesquisadores experientes e em formação temas, problemas e desafios analíticos que envolvem essa importante área do saber histórico. Assim, comunicações sobre temáticas de história indígena e do indigenismo do período colonial aos dias de hoje tornar-se-ão elos necessários à construção de um painel geral desse tipo de produção acerca dos povos indígenas no Nordeste.

Palavras-chave: História indígena; temas de pesquisa; desafios analíticos.

10- Memória, Oralidade e História Política.

Dr. Lemuel Rodrigues da Silva (UERN e GTNHP/ANPUH)

Ms. Marcílio Lima Falcão (PPGHS/USP)

Nos dias 17 e 18 de dezembro de 2013 foi realizado nas dependências da Universidade Estadual do Ceará (UECE) em Fortaleza, o I Colóquio de História Politica, cujo objetivo foi a reativação do GT- História Política. Na ocasião foram apresentadas e debatidas pesquisas relacionadas às novas abordagens e problematizações que colocam a política como um lugar de gestão do social e do econômico (Remond, 2010). Além disso,as aproximações com outros campos do saber têm favorecidoprofícuas reflexões sobre os movimentos sociais e suas temporalidades no que diz respeito às relações de força entre os sujeitos envolvidos, bem como a análise de permanências e rupturas que estes movimentos propiciaram. Assim, ao estreitar fronteiras, este simpósio temático tem como finalidadeser um espaço para o debate em torno da relação entre memória, oralidade e a história política, uma vez que as críticas e transformações pelas quais a história política passou desde a primeira metade do século XX contribuíram para sua renovação teórico-metodológica fato que nos leva a indagar sobre a importância da memória e da oralidade para os estudos voltados à história política. Nesse sentido, buscam-se refletir sobre as instituições, intelectuais, trabalhadores, partidos políticos, líderes políticos, discursos, eleições e revoluções que propiciem o crescimento e divulgação dos estudos sobre o passado.

Palavras-Chave: História Política, Memória, Oralidade.

11- Poder e cultura no RN oitocentista

Prof. Dr. José Evangelista Fagundes – UFRN

Prof. Ms Rosenilson da Silva Santos – UFRN/UERN

Este Simpósio tem o propósito de reunir trabalhos sobre temáticas relacionadas à história do Brasil imperial. De forma geral, a historiografia brasileira tem promovido um rico debate em torno dos aspectos que influenciaram a formação do Estado nacional durante o século XIX. O Império, no entanto, tem sido praticamente esquecido pela historiografia potiguar recente. A produção acadêmica local das últimas duas décadas, salvo raras exceções, tem se concentrado nas áreas de Colônia e República. A abordagem da história oitocentista no estado resume-se praticamente aos conteúdos das publicações de autores como Pombo (1922), Lyra (1998) e Cascudo (1984). Não obstante apresentarem uma abordagem influenciada pelo tradicional debate historiográfico do século XIX, essas publicações ainda hoje se constituem como referências para o ensino da história escolar no Estado. Recentemente, porém, têm surgido pesquisadores interessados em temas situados no contexto da província potiguar. A nossa pretensão é criar um espaço onde esses pesquisadores possam divulgar e debater as suas experiências de pesquisa.

Palavras-chave: Historiografia. Império Brasileiro. História Local

12- RELAÇÕES DE PODER NA AMÉRICA PORTUGUESA

Carmen Margarida Oliveira Alveal – Deptº de História – CCHLA/UFRN

Helder Alexandre Medeiros de Macedo Macedo– Deptº de História – CERES/UFRN

A proposta do simpósio é reunir trabalhos que discutam a realidade histórica do Brasil por meio do estudo de relações de poder na Colônia. Muito embora haja um interesse especial pelos “debaixo”, esses trabalhos compartilham a preocupação em não excluir os “de cima” de suas análises, o que se evidencia na diversidade dos grupos de agentes que tem suas práticas esquadrinhadas: escravos, homens pobres livres, senhores de terra, autoridades régias e, entre outros, membros da câmara municipal. Na busca pelo significado dessas práticas, esses trabalhos procuram captar os enfrentamentos cotidianos, as necessidades concretas, expectativas, anseios e frustrações, assim como estratégias de coesão e formas de solidariedade desses grupos, o que lhes permite pôr em debate questões como a construção de identidade/identidades. Desta forma, este simpósio pretende oferecer um breve panorama dos estudos desenvolvidos a partir dos problemas relacionados às relações de poder, numa abordagem marcada pelos principais debates que tem mobilizado os historiadores no campo da História Social e da História Cultural.

Palavras-chave: Poder, América portuguesa, Período Colonial

13- Rumos da História e historiografia: reflexões sobre a escrita da história no passado e presente do fazer historiográfico

Diego José Fernandes Freire (mestre em história pelo PPGH/UFRN)

Thyago Ruzemberg Gonzaga de Souza (Prof. substituto do Dhist./UFRN e mestrando em história pelo PPGH/UFRN)

Atualmente, os estudos historiográficos vêm ganhando grande espaço entre os historiadores brasileiros. Desde José Honório Rodrigues, no final da década de 1940, a produção historiográfica brasileira passou a ser um problema analisado pelos próprios historiadores. Nos últimos anos, houve uma consolidação da História da Historiografia no Brasil como uma disciplina autônoma da História, principalmente com os programas de pós-graduação em História, com a Sociedade Brasileira de Teoria e História da Historiografia e com uma revista especializada no assunto. Essa importância dada a Historiografia é parte de uma demanda dos próprios historiadores em atualizar o seu ofício e superar os desafios do seu labor, mas também da necessidade de explicar o passado através da produção historiográfica, observando-a como fonte histórica privilegiada. Nessa proposta, é possível ao historiador lançar um olhar sobre si, trazendo uma grande contribuição para o seu ofício, por analisar criticamente o seu labor e propor novas abordagens. Dessa forma, o presente simpósio pretende acolher trabalhos que investiguem a historiografia de um tema ou de uma época, as ideias de um historiador ou de um livro de história, os procedimentos metodológicos ou o lugar social de uma determinada escrita da história. Esta operação, realizada tanto por memorialistas quanto por literatos, também visamos pôr em discussão, já que a explicação do passado não é monopólio dos historiadores. Abrimos também para à recepção de estudos que versem, de um ponto de vista histórico e/ou historiográfico, sobre as chamadas escolas ou correntes historiográficas (“Positivismo”, Historicismo, Annales, Micro-história, História social etc.). O métier do historiador, em sua vasta dimensão e em sua temporalidade específica, é o que pretendemos problematizar neste simpósio.

Palavras chaves: História – Historiografia – Escrita da história

1 – A CONSTRUÇÃO DA NARRATIVA NO PENSAMENTO DE JORN RUSEN: A PESQUISA E O ENSINO DE HISTÓRIA.

Diego Firmino Chacon – Mestre em Educação – UFRN

Rafael Oliveira da Silva – Mestrando em História – UFRN

Número de participantes: 30

Este minicurso propõe traçar uma discussão acerca da contribuição do paradigma narrativista na formação do conhecimento histórico, no âmbito da pesquisa e do ensino, tendo como idéias norteadoras o pensamento do teórico alemão Jorn Rusen. Para este investigador, o pensamento histórico é regido peça lógica da narrativa. As necessidades e vivências do homem no seu cotidiano na sociedade constituem matéria para a construção do discurso histórico sistematizado. Rusen expõe que a narrativa concede certa especificidade ao conhecimento histórico científico. Ela se torna expressão e resultado intelectual através do qual a consciência histórica se forma e se fundamenta, estruturando assim a relação entre o passado, o presente e o futuro, a fim de que o ser humano possa interpretar as experiências temporais do momento atual e também possa expandir as perspectivas de futuro, dando-lhes uma intencionalidade. No decorrer das atividades neste minicurso temos como objetivos, primeiramente, compreender os tipos de narrativas propostas no pensamento de Jorn Rusen; analisar a relação entre a formação da narrativa histórica e a construção da consciência histórica; e discutir como a compreensão da narrativa contribui para discussões no campo do ensino de história.

2 – A Obrigatoriedade do Ensino de História Afro- Brasileira e Africana no Currículo da Educação Básica

Maria Goretti Medeiros Filgueira Prof.ª do Ensino de Historia da Educação Básica do
estado do RN, Mestre em Ciências da Educação/Universidade Lusófona – Lisboa.

Número de participantes: 20

Ementa: A Lei 10.639/01/2003, que trata da obrigatoriedade do Ensino de História e da Cultura Afro-brasileira e Africana no currículo dos estabelecimentos de ensino da educação básica, há pouco, completou um decanato de sua sanção federal. Na confluência deste imperativo legal remete a reparação estatal de um contexto sócio-histórico de negação dos direitos e de exclusão dos grupos afrodescendentes no Brasil, em particular, no âmbito da educação formal, em atendimento às reivindicações dos diversos movimentos sociais e civis nacionais e internacionais. Em paralelo, para sua implementação e funcionamento, foram criados vários mecanismos de cunho administrativo, teórico e metodológico; dentre estes, os das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. E, apesar de existirem diferentes ações político-governamentais voltadas para sua implementação, nas quais se verificou a formação de professores capacitados sobre o trato das complexas demandas das relações étnico-raciais na sociedade brasileira, isso se efetiva de forma lenta e pontual no território nacional e, só recentemente, tornou-se uma “Política Nacional de Formação Inicial e Continuada de Profissionais da Educação”, instituída pelo Decreto 6.755/2009. Nesse sentido, o minicurso, norteia-se principalmente pelos referidos documentos oficiais, objetiva, junto aos professores cursistas, contribuir com esse processo desafiador de implementação das políticas de ações afirmativas educacionais nas instituições de ensino, direcionadas para os afrodescendentes.

Palavras-Chaves: Lei 10.639/2003; Educação das Relações Étnico-Raciais; Formação Inicial e Continuada dos Profissionais da Educação.

3- Demografia e História por meio de registros paroquiais

César Zandonai Barros Camilo – Mestrando – UFRN

Dayane Julia Carvalho Dias – Mestranda – UFRN

Número de participantes: 30

A Demografia refere-se ao estudo das populações humanas e sua evolução temporal no tocante a seu tamanho, sua distribuição espacial, sua composição e características gerais. Trata-se da análise de uma população em um determinado momento e sua inter-relação dinâmica entre as variáveis demográficas. Esse minicurso traz com a proposta de oferecer ao historiador, ao se deparar com fontes quantitativas, auxílio de como proceder com o levantamento e a análise do material, embasado na discussão teórica e metodológica dos principais conceitos e variáveis. O curso ficará dividido entre discussões teóricas e metodológicas e uma oficina com as fontes de registros paroquiais (matrimônios, batismos e óbitos), com as suas respectivas fichas catalográficas que permitirão a análise das variáveis: natalidade, fecundidade, mortalidade, migração, entre outras. No final, os participantes terão conhecido ferramentas iniciais eficazes para o manuseio e desenvolvimento de suas futuras pesquisas.

4- Educação Patrimonial como metodologia de ensino de história

Jorilene Barros Mestranda em História UFPB

Paula Rejane Fernandes Doutoranda em História UFES/IFBAIANO

Número de participantes: 25

O nosso mini-curso tem como objetivo discutir a Educação Patrimonial como metodologia de ensino de história. De acordo com Evelina Grunberg (2007), a Educação Patrimonial é um trabalho educativo que tem como ponto de partida o Patrimônio Cultural em suas várias manifestações. É uma forma de ensinar História que pode ocorrer não apenas em ambientes formais de ensino, a exemplo da escola, também pode acontecer em ambientes não formais como os museus, praças, festas populares. Sendo assim, a metodologia da Educação Patrimonial contribui para que o aluno entenda que aprender História não se restringe a sala de aula, pelo contrário, é um saber ativo e que está relacionado ao tempo presente. Para discutirmos sobre Educação Patrimonial, dialogaremos com os conceitos de memória, identidade, representação, patrimônio cultural e consciência histórica. E com os seguintes autores: Le Goff (1990), Nora (1993), Bergmann (1990), Chartier (1990), Funari e Pelegrini, (2009), Rüsen (2006).

5- Escravidão indígena e africana na Capitania do Rio Grande (séculos XVII e XVIII)

Renata Assunção da Costa Mestranda no PPGH – UFRN

Tyego Franklim da Silva Mestrando no PPGH – UFRN

Número de participantes: 15

A historiografia consagrada do Rio Grande do Norte – composta por autores como Câmara Cascudo e Tavares de Lyra – afirmou que não haveria escravos negros na Capitania devido a incipiência de sua economia durante o período colonial. Da mesma forma, afirmou que a mão-de-obra utilizada era apenas a indígena, mas sem apresentar a documentação que comprovasse esta prática. Com base nesses relatos, os historiadores negligenciaram, por certo tempo, a pesquisa sobre a escravidão, embora atualmente já se tenha alguns estudos na área. Nesse sentido, a proposta deste minicurso é de trabalhar a escravidão, negra e indígena, na Capitania do Rio Grande, nos séculos XVII e XVIII. Tomando caráter de oficina, nosso objetivo também é incentivar novas pesquisas sobre um tema rico em fontes que ainda tem sido pouco abordado para alguns períodos. Trabalhar-se-á então com diversos tipos de fontes primárias, tais como os registros eclesiásticos, cartas de alforrias, cartas de sesmarias, bem como fontes diversificadas do Arquivo Histórico Ultramarino. Aliado a este conjunto de fontes, discutiremos ainda novas produções acadêmicas que abordaram a temática da escravidão indígenas e/ou africana no Rio Grande do Norte. Para a execução do minicurso precisaremos da disponibilidade apenas de projetor multimídia e computador. O minicurso foi pensado para ser executado em dois dias, com a capacidade de, no máximo, 15 alunos, visando uma melhor interação e um melhor debate sobre as fontes.

6- Histórias de vida: o uso de biografias no ensino de História.

Profa. Ms. Kaliana Calixto – Profa. da rede pública de Natal e de Parnamirim.

Número de participantes: 25

“Nossos adolescentes também detestam a História. Voltam-lhe ódio entranhado e dela se vingam sempre que podem, ou decorando o mínimo de conhecimento que o ponto exige ou se valendo lestamente da cola para passar nos exames. Demos ampla absolvição à juventude. A História como lhe é ensinada é, realmente odiosa”. É dessa forma que a historiadora Elza Nadai iniciava seu texto sobre a trajetória do ensino da História do Brasil e completava indagando: “terão os estudantes superado a ideia de que a História como é ensinada é realmente odiosa, e os professores, partido para a organização de outras práticas pedagógicas mais significativas?” Então, eu lhes pergunto: como tornar a história algo sedutor se ela não tem corpo? Se os seus personagens não tem sexo, não desejam, não brincam, não jogam? A partir da análise dos resultados do projeto de ensino “Chica da Silva: de escrava à rainha do Tejuco”, aplicado às turmas do 8 ano do ensino fundamental II, da rede pública de ensino de Natal e de Parnamirim, esse curso pretende refletir teórico e metodologicamente sobre o uso da biografia histórica no ensino de História, como uma possibilidade de tornar as nossas aulas de História mais cheias de vida.

7- INVENÇÃO, RESSIGNIFICAÇÃO E MERCADORIZAÇÃO DA MEMÓRIA LAMPIÔNICA EM SERRA TALHADA – PE: A FUNÇÃO DO HISTORIADOR DIANTE DAS AÇÕES DOS PRODUTORES CULTURAIS.

José Ferreira Júnior (Anpuh – PB) Doutorando e Mestre em Ciências Sociais (UFCG) / Especialista em História (UPE) Faculdade de Ciências Humanas e Sociais de Serra Talhada – FACHUSST Faculdade de Ciências da Saúde de Serra Talhada – FACISST Ferreirajunior.jose@yahoo.com.br

Cristiano Emerson de Carvalho Soares (Anpuh – RN)Mestrando em História (UFRN) / Especialista em História (FAFOPST)Cris.ecsoares@hotmail.com

Número máximo de participantes: 15

Ementa: Serra Talhada, cidade do sertão pernambucano, desde meados da década de 1980, é palco de ações de produtores culturais que têm dado à memória lampiônica novas nuanças. Tais ações culminaram, dentre outras coisas, na mudança da identidade da cidade, agora oficialmente conhecida como Capital do Xaxado e, extraoficialmente, Terra de Lampião. Diante de tais ações, o espaço citado se oferece profícuo à investigação histórica, uma vez que se apresenta ao pesquisador a possibilidade de promover análise dos elementos que perfazem essa invenção: o agir dos produtores culturais; a ação midiática; a resistência de citadinos e, principalmente, a mercadorização da memória lampiônica.

Objetivos: Identificar as ações promotoras de ressignificação da memória lampiônica; Relatar as reações caracterizadoras de resistência na cidade; Discutir os reflexos da memória lampiônica ressignificada no cotidiano serra-talhadense; Analisar as representações dos citadinos serratalhadenses em relação à ressignificação da memória lampiônica na cidade. Relacionar e discutir os meios por que se mercadoriza a memória lampiônica ressignificada.

Metodologia: O minicurso será ministrado com o uso de imagens e textos relacionados à temática proposta. A exposição do conteúdo se dará perpassada por discussões que serão fomentadas pelo ministrador, durante sua execução. Além do aporte teórico histórico, sociológico e antropológico, serão expostos resultados de pesquisas realizadas na cidade.

8- Novas Propostas metodológicas no Ensino de História

Diego Marinho de Gois Mestre em História pela UFRN Professor Substituto de História UFRN-CERES-CAICÓ.

Edianne dos Santos Nobre Doutoranda em História pela UFRJ Professora Substituta de História UFRN-CERES-CAICÓ.

Número de participantes: 25

A presente proposta de mini-curso, tem por objetivo discutir o Ensino de História na contemporaneidade, tendo como especificidade as novas propostas metodológicas, entrando em contato com a reflexão sobre a formação do docente de História em conjunto com o (re)conhecimento da realidade específica da educação básica. Partindo das necessárias atividades teóricas e práticas que envolvem a atuação do professor de História, percebemos a necessidade do envolvimento entre pesquisa e ensino, principalmente na escolha das metodologias aplicadas à sala de aula, o qual observa uma urgente renovação da atuação do professor, diante da constatação de um número significativo de alunos olhares com desdém a disciplina, mesmo perante as renovações dos conteúdos historiográficos e sua inserção no ensino. Nesta óptica, a proposta, visa eleger questões com cultura material, patrimônio, memória, charges, dentre outros, como procedimentos metodológicos, que visa capacitar os alunos da licenciatura e professores de História, na elaboração de trabalhos necessários para a renovação desse ensino. Este curso terá, pois, como objetivo principal apresentar os novos saberes educacionais a serviço da iniciação e da continuidade da formação docente.

9- O sistema sesmarial revisado: perspectivas e análises

Ana Lunara da Silva Morais – Mestranda do Programa de Pós-graduação de História da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Bolsista CAPES. Integrante da Rede de Laboratórios de Experimentação em História Social (UFRN, UFRJ, UnB) – RLEHS, e colaboradora da Plataforma SILB – Sesmarias do Império Luso-Brasileiro.

Patrícia de Oliveira Dias – Mestranda do Programa de Pós-graduação de História da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Bolsista CAPES. Integrante da Rede de Laboratórios de Experimentação em História Social (UFRN, UFRJ, UnB) – RLEHS, e colaboradora da Plataforma SILB – Sesmarias do Império Luso-Brasileiro.

Número de participantes: 25

O presente minicurso tem por finalidade apresentar as cartas de sesmarias como uma possibilidade de fonte para estudos da América portuguesa, entre 1530 e 1822; o contexto histórico da implementação da Lei de sesmarias na América portuguesa; a burocracia do sistema sesmarial; as principais leis que regulamentavam diferentes aspectos a respeito das sesmarias; e por fim, o banco de dados on line de sesmarias, a Plataforma SILB (Sesmarias do Império Luso-Brasileiro), coordenado pela prof.ª Dr.ª Carmen Alveal, do Departamento de História da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Objetiva-se apresentar a complexidade e ambiguidades do sistema sesmarial; as possibilidades do uso das sesmarias para estudos de variadas temáticas acerca da América portuguesa; as contribuições que o banco de dados Plataforma SILB oferece acerca da política de doações de sesmarias e de seu uso em pesquisas sobre o período colonial. O minicurso será auxiliado por apresentação de slides, bem como de algumas cartas de sesmarias impressas.

O presente minicurso colaborará para as pesquisas de historiadores (em formação ou não) cuja temática permeie o período colonial, bem como questões agrárias, demográficas, conflitos pela posse de terras, entre outras particularidades.

Acredita-se que o minicurso terá a participação de no mínimo dez pesquisadores. As ministrantes do minicurso são integrantes da Rede de Laboratórios de Experimentação em História Social (UFRN, UFRJ, UnB) – RLEHS, e colaboradoras da Plataforma SILB (Sesmarias do Império Luso-Brasileiro), cujos projetos possuem muitos participantes e com pesquisas referentes à temática que será abordada no minicurso.

10- Pedagogia das imagens: a arte e os multimeios como potencializadores do saber histórico

Daive Cristiano Lopes de FreitasMestre em Educação

Número de participantes: 25

O Minicurso tem como objetivo abordar as possibilidades para se trabalhar de forma articulada com recursos imagéticos e áudios-visuais através de softwares para a apresentação de aulas expositivas e suas influências nas práticas pedagógicas nas escolas de ensino fundamental, identificando permanências, rupturas e mudanças no cotidiano do aprendizado dos alunos e explorar o uso da linguagem visual ao lado da linguagem textual para enriquecer o saber histórico escolar. Busca igualmente explorar as práticas de ensino de História no ensino fundamental com o uso articulado de meios imagéticos e audiovisuais. A partir da proposta dos Parâmetros Curriculares Nacionais, (PCN), diretrizes elaboradas pelo Governo Federal que orientam a educação no Brasil, que, dentre outros objetivos previstos no ensino fundamental, propõe que os alunos sejam capazes de “saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimentos” é que este projeto se dirige. Em meio ao processo de democratização das informações no contexto da globalização urge pensar, em termos de educação, sobre as possibilidades de o professor fazer uso destas empregando-as na forma de conhecimento na sala de aula. Pensadores da educação vêm discutindo nos últimos anos nesse processo de inserção dos multimeios no processo de ensino-aprendizagem. A partir desta reflexão que este mini-curso parte das experiências e práticas em sala de aula sobre o uso articulado de fontes iconográficas fotográficas, artísticas e jornalísticas, obras plásticas, charges, mapas e outros; músicas e videoclipes e; produções cinematográficas com o objetivo de facilitar o aprendizado dos alunos com relação ao conteúdo, abrindo a possibilidade de compreender melhor através de seus discursos o conteúdo estudado não apenas de forma textual, mas imagética.

11- Sexo e Poder entre Gregos e Romanos

Profº Ms. Cleyton Tavares da Silveira Silva (UnP; PPGH/UFF)

Número de participantes: 30

O Mini-Curso pretende através da análise de fontes, debate da literatura corrente entender o sexo enquanto um elemento cultural dinâmico, permeado por relações de poder e dominação, cujas percepções são variadas ao longo do tempo. Nossa perspectiva segue no intuito de compreender de que maneira Gregos e Romanos percebiam e demonstravam suas sexualidades. Tendo por objetivos: Compreender como a questão da sexualidade é abordada enquanto elemento cultural; Discutir as construções dos papéis sociais envolvidas nas concepções de sexualidade entre gregos e romanos; Observar o conjunto de fontes propostas para o estudo da sexualidade; Discutir como foram estabelecidas regulamentações morais e jurídicas acerca da prática sexual nas civilizações Grega e Romana;

Assim, o curso privilegiará a construção e desenvolvimento das seguintes problemáticas: qual o papel da cultura enquanto elemento regulador das práticas sexuais nas civilizações Grega e Latinas? Que concepções e relações com a sociedade percebemos? Há variações entre o que fora defendido nas fontes e a realidade das práticas apontadas em outros dados? É nessas reflexões que estão colocadas os principais aspectos para compressão das relações de poder sobre sexualidade enquanto elemento cultural das sociedades Grega e Romana.

12- TRABALHANDO COM PERÍODICOS: A RELAÇÃO ENTRE HISTÓRIA E IMPRENSA

Genilson de Azevedo Farias (Mestre pelo PPGCS – UFRN)

Maiara Juliana Gonçalves da Silva (Mestranda do PPGH – UFRN)

Número de participantes: 25

Nos idos do século XIX, a imprensa emergiu enquanto importante veículo midiático no Brasil, na medida em que adentrou o cotidiano das pessoas, sobretudo, o espaço privado da elite brasileira, provocando mudanças nos hábitos e costumes no decorrer do tempo. Tendo em vista o crescente interesse pelos estudos que envolvem o vínculo entre História e Imprensa, torna-se relevante a discussão de noções teóricas e de metodologias operacionais que abarquem essa relação. O debate entre História e Imprensa também se faz pertinente se levarmos em consideração o avanço significativo nos últimos anos de trabalhos que adotam a perspectiva da Nova História, que trazem a possibilidade de pesquisas derivadas de investigações realizadas por meio de novos objetos e novas fontes de pesquisa, entre elas, a imprensa. Os jornais e as revistas podem ser utilizados como fonte de conhecimento na medida em que esses documentos auxiliam na compreensão da paisagem urbana, das representações, dos valores sociais de sujeitos de uma determinada época, além de representar hábitos, assuntos, moda, acontecimentos, modo de pensar, reúnem sentidos históricos e denunciam os determinantes que influenciavam um conjunto social de um dado lugar e de uma dada época. Nesse sentido, o presente minicurso busca apresentar os principais aspectos que envolvem as pesquisas matizando a relação entre História e Imprensa bem como debater as potencialidades e os limites desse campo de pesquisa. Analisaremos também o campo da Imprensa na passagem do século XIX para o XX como espaço de poder onde se travou embates visando obter visibilidades. A partir dessa perspectiva, observaremos também a atuação de homens e mulheres em suas performances e, principalmente, contribuições no que diz respeito à constituição de uma cultura letrada e de um circuito comunicativo no estado do Rio Grande do Norte

OUVINTE Valor
TODAS AS CATEGORAIS R$ 20,00

Para a inscrição o depósito deverá ser em nome da ANPUH-RN
Banco do Brasil
Agência: 1668-3 – Campus Universitário-UFRN
C/C: 25717-6
Depósito em Nome da ANPUH-RN



IMPORTANTE:

1) Para se inscrever no evento o sócio deverá estar em dia com as anuidades da ANPUH;

2) Não será cobrado valor específico para mini-curso. Ao se inscrever já deve ser escolhido o mini-curso desejado. Cada inscrito poderá se inscrever em apenas um mini-curso.

vencontroestadualdehistoria@yahoo.com.br