IX Encontro Estadual de História da ANPUH-RN

Saberes Históricos e Contemporaneidades

UERN - Campus de Mossoró, 02 a 05 de junho de 2020

  1. Início
  2. Sobre
  3. Programação
  4. Mesas Redondas
  5. Simpósios
  6. Minicursos
  7. Cronograma
  8. Inscrições
  9. Anais
  10. Equipe
  11. Trabalhos Inovadores
  12. Sobre Mossoró

O IX Encontro Estadual de História da ANPUH-RN terá como tema Saberes Históricos e Contemporaneidades. Diante dos desafios postos no presente tanto ao ensino quanto à pesquisa histórica, a temática suscita debates em torno das questões contemporâneas que, a todo instante, ajudam a compor e nortear a produção e a circulação dos saberes históricos.

O evento será realizado no Campus de Mossoró da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte e no Teatro Lauro Monte Filho, no período de 02 a 05 de junho de 2020, fazendo com que a cidade volte a sediar o evento novamente depois de doze anos.

A programação, composta de duas Conferências, doze Mesas Redondas, vinte Simpósios Temáticos e seis Minicursos, traz como novidade os Diálogos Contemporâneos, que tem como objetivo integrar o evento estadual da ANPUH à comunidade. Por tudo isso, o evento contará com debates que contemplarão diversos recortes temáticos e cronológicos, além de discussões em torno do ensino, da pesquisa e da extensão em História e ciências afins.

Estejam todas e todos convidados!

Desejamos um excelente evento!

Comissão Organizadora do IX EEH


PROGRAMAÇÃO DO IX EEH – ANPUH/RN

02/06 (terça-feira) 03/06 (quarta-feira) 04/06 (quinta-feira) 05/06 (Sexta-feira)
7h45 – 9h45 CREDENCIAMENTO Minicursos e Oficinas Minicursos e Oficinas Minicursos e Oficinas
10h – 12h30 CREDENCIAMENTO Mesas Redondas Mesas Redondas Mesas Redondas
14h – 18h CREDENCIAMENTO

Minicursos e Oficinas
Simpósios Temáticos Simpósios Temáticos 14h – 16h30 Simpósios Temáticos
16h30 – 18h30 ASSEMBLEIA DA ANPUH/RN
18:30 – 19:30 CREDENCIAMENTO Atividades Culturais Lançamento de Livros ASSEMBLEIA DA ANPUH/RN
19:30 – 21:30 Conferência de Abertura DIÁLOGOS CONTEMPORÂNEOS MOVIMENTOS SOCIAIS DO CAMPO DIÁLOGOS CONTEMPORÂNEOS LEILANE ASSUNÇÃO Conferência de Encerramento

Levantamento de pousadas e hotéis em Mossoró
Pousada Mossoró Avenida Wilson Rosado 54, Aeroporto, Mossoró, CEP 56907-860,
Pousada Asa Branca Avenida Wilson Rosado 1650 A, Aeroporto, Mossoró, RN, 59607-051.
Hotel Zenilândia Rua Souza Machado, Mossoró, CEP 59600-110.
Pousada Ruta Del Sol Rua Hermes de Castro Santos, 80, Bairro Costa e Silva Casa, Mossoró, CEP 59625-515.
Hotel Casa Blanca Av. Presidente Dutra, 1453, Mossoró, CEP 59600-000.
Studio West Flat Mossoró Av João da Escócia, Ed. West Flat, Mossoró, CEP 59612-045.
Hotel Imperial Rua Santos Dumont, 237 , Mossoró, CEP 59600-170.
Chalé Executivo Apart Hotel Rua Bernardino Martins Veras, 28, Mossoró, CEP 59625-614.
Hotel Villaoeste Av. Presidente Dutra, 870, Ilha de Santa Luzia, Mossoró, CEP 59625000.
Vitória Palace Hotel Rua Lucas Evangelista de Morais, 1100, Mossoró, CEP 59612-085.
West Flat Mossoró 2095 Avenida João da Escóssia 1001, Mossoró, CEP 59612-045.
Hotel Ibis Rua Manoel Hemeterio 10, Mossoró, CEP 59631 020
Hotel Executivo Boulevard 1078 Avenida Alberto Maranhão, Centro, Mossoró, CEP 59600-195.
Thermas Hotel & Resort Avenida Lauro Monte, 2001, Mossoró, 59619-000.  
Garbos Trade Hotel Av Lauro Monte, 1301, Mossoró, CEP 59619-000.
Hotel Sabino Palace Av. Presidente Dutra, 1744, Mossoró, CEP 59631-000
 
Hotéis e pousadas mais próximas ao local do evento
Pousada Ruta Del Sol (84) 2142-2064
Hotel Casa Blanca (84) 3321-6538
Chalé Executivo Apart Hotel (84) 3312-1839
Hotel Villaoeste (84) 3323-0300
Hotel Ibis (84) 3422-6422
Hotel Imperial (Centro) (84) 3316-2210
Hotel Executivo Boulevard (Centro) (84) 3317-0042
Hotel Zenilândia (Centro) (84) 3321-2949
 

Comissão Organizadora do Evento
Profª. Aryana Lima Costa (UERN/Mossoró)
Prof. Carlos Eduardo Martins Torcato (UERN/Mossoró)
Profª. Jovelina Silva dos Santos (UERN/Assu)
Prof. Leonardo Cândido Rolim (UERN/Mossoró)
Profª Lívia Brenda da Silva Barbosa (UERN/Mossoró)
Profª. Maiara Juliana Gonçalves da Silva (EAJ/UFRN)
Prof. Thiago Alves Dias (UFRN)
Maria Clara Barbalho de Mendonça (UERN/Mossoró)

EMENTAS DOS MINICURSOS

MC 1 – História da África e Literatura
Prof. Me. Arthur Fernandes da Costa Duarte
Objetivos:
  • Compreender as relações entre História da África e Literatura
  • Discutir a interação entre as áreas da História e da Literatura a partir da perspectiva africana
  • Avaliar a contribuição da Literatura africana para novas formas de compreender a realidade-mundo.
Justificativa: Há algumas décadas a relação entre História e Literatura vem se estreitando, com diversos trabalhos lançando mão dessa aproximação e abordagem. O minicurso se propõe a dialogar com essa tradição que vem se formando além de acrescentar o olhar da perspectiva africana a essa esfera de análise. Abordar a construção desses campos, sobretudo do último, em realidades pós-coloniais e avaliar as possibilidades e perspectivas que essas construções narrativas podem conceder ao olhar do historiador.
Carga horária: 6 horas.
Conteúdo:
  • História e literatura, abordagens.
  • História da África a partir da literatura
  • Literatura pós-colonial africana e história, intersecções.
Bibliografia básica
ACHEBE, Chinua. O mundo se despedaça. São Paulo: Companhia das letras, 2009.
ADICHIE, Chimamanda Ngozi. A historiadora obstinada. In: No seu pescoço. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p. 212-233.
ADICHIE, Chimamanda Ngozi. Meio-sol amarelo. São Paulo: Companhia das letras, 2016.


MC 2 – Introdução à pesquisa histórica em Arquivos Eclesiásticos
Ms. Cláudio Correia de Oliveira Neto
Poliana Cláudia Martins da Silva Dantas
EMENTA:
Conceito de Arquivo Eclesiástico; Caracterização de um Arquivo Eclesiástico; Legislação canônica e brasileira sobre Arquivos Eclesiásticos; A relação dos Arquivos Eclesiásticos com a Historiografia produzida e as pesquisas na área; Articulação entre Teoria e Prática na gestão documental; Estudo de caso sobre o Arquivo Metropolitano da Arquidiocese de Natal (AMAN); História do AMAN; Quadro de arranjo do AMAN; Protocolo de pesquisa; Guia do acervo AMAN; Catálogo do Jornal “A Ordem”; Inventário dos livros de registros paroquiais; Possibilidades de pesquisa no AMAN.
JUSTIFICATIVA:
As documentações são as fontes de toda a História, e os arquivos que as guardam são lugares privilegiados. Há uma relação de dependência entre os arquivos que temos acesso e o conhecimento histórico que possuímos. Quanto mais arquivos organizados tivermos mais produziremos. Cada arquivo guarda em si suas particularidades que ora podem auxiliar, ora atrapalhar seus usuários. As pesquisadoras e pesquisadores precisam então superar as pedras do caminho que aparecem nos arquivos que consultam. Entre os arquivos mais complexos temos os Arquivos Eclesiásticos. Uma pessoa que desconhece os meandros dos Arquivos Eclesiásticos terá muita dificuldade em sua pesquisa. É necessário atentar para a vastidão temporal e espacial da Igreja Católica, a estrutura organizacional da mesma que é simultaneamente hierarquizada e autônoma. Além de levar em consideração que há toda uma dimensão teológica nos Arquivos Eclesiásticos uma vez que são compreendidos como um rastro de Jesus Cristo que serve a um proposito evangelizador e uma referência temporal para as ações da Igreja. É necessário portanto para uma melhor fruição uma capacitação dos usuários e usuárias. Visando colaborar com a capacitação dos usufrutuários e usufrutuárias propomos o presente minicurso. Devido a diversidade de configurações dos Arquivos Eclesiásticos optamos por tomar como estudo de caso o Arquivo Metropolitano da Arquidiocese de Natal. A Igreja norte-rio-grandense na segunda metade do século XX passa por uma experiência sui generis que modifica todo o pensamento católico. Tal mudança estava alinhada com as ideias progressistas da Santa Sé como um todo no plano internacional. Natal vira protagonista com o  Movimento de Natal (1943-1964) que é a primeira iniciativa da igreja no enfrentamento prático as desigualdade socais;  as experiência das  Irmãs Vigárias (1964), primeira vez na história do catolicismo que mulheres assumem a gestão de paróquias;  a Campanha da Fraternidade (1965); o Programa de Educação Política (1972-1988), que tenta construir uma nova cultura política no Rio Grande do Norte entre tantas outras iniciativas. Todo esse rico processo deu origem a um belo acervo que foram se acumulando ao longo do tempo sem serem organizados. É no ano de 2006 que a Arquidiocese de Natal firma um convênio com o Departamento de História da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com o objetivo de organizar e disponibilizar ao público. O primeiro passo foi a realização de um diagnóstico que apontou para as péssimas condições de guarda documental. Em seguida começou a fase de higienização documental, descrição documental e uma reforma no espaço físico. Durante está etapa o Arquivo Metropolitano da Arquidiocese de Natal (AMAN) começou a receber bastante material, o que fez com que a higienização só fosse concluída em 2013. Nos anos de 2014 e 2015 começou a classificação e ordenação da documentação. O Arquivo se encontra no momento na fase de produção de seus instrumentos de pesquisa: guia, catálogos e inventários do acervo. O Arquivo Metropolitano da Arquidiocese de Natal conta com um rico e vasto acervo documental sobre ação da Arquidiocese de Natal no auxílio a comunidades carentes. A documentação abrange as atividades administrativas, pastorais e eclesiásticas com recorte temporal que vai de 1889 até 2010, livros de registro dos séculos XVII-XX, e a coleção dos periódicos do Jornal “A Ordem” e “L'Observatorie Romano” das décadas de 1930-1960.  São documentos de diversas tipologias e que registram a atuação da Igreja, numa média de 350 mil documentos, distribuídos em 628 caixas-arquivos.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
  1. Conceito e caracterização dos Arquivos Eclesiásticos;
  2. Os arquivos eclesiásticos na legislação canônica e brasileira;
  3. Arquivos Eclesiásticos e sua relação com a Historiografia e as pesquisas na área;
  4. Gestão de Documentos: seus desafios e possibilidades;
  5. História do Arquivo Metropolitano da Arquidiocese de Natal;
  6. Organização do Arquivo Metropolitano da Arquidiocese de Natal;
  7. Instrumentos de pesquisa do Arquivo Metropolitano da Arquidiocese de Natal;
  8. Possibilidades de pesquisa do Arquivo Metropolitano da Arquidiocese de Natal.
OBJETIVO GERAL: Capacitar a comunidade acadêmica para maior fruição dos Arquivos Eclesiásticos aumentando a maior produtividade das pesquisas na área.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
  1. Promover a pesquisa acadêmica;
  2. Refletir sobre a relação arquivo e historiografia;
  3. Apresentar a estrutura e o acervo do Arquivo Metropolitano da Arquidiocese de Natal para a comunidade acadêmica
  4. Apresentar instrumentos que facilitem a pesquisa das historiadoras e historiadores;
  5. Incentivar a pesquisa no acervo do Arquivo Metropolitano da Arquidiocese de Natal.
BIBLIOGRAFIA:
ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Política Pública de Arquivos e Gestão Documental do Estado de São Paulo. 2 ed. Ver. E ampl. São Paulo: Arquivo Público do Estado, 2014.
BERTO, João Paulo. As especificidades das Bibliotecas e Arquivos Eclesiásticos no Brasil: apontamentos históricos para uma política de gestão integrada. História e-História, Campinas, 8 mar. 2012. Disponível em http://www,historiaehistoria.com.br/materia.cfm?tb=alunos&id=429 Acesso 02 Fev 2019.
BERNARDES, Ieda Pimenta; DELATORRE, Hilda. Gestão Documental Aplicada. São Paulo: Arquivo Público do Estado, 2008.
CARTA PASTORAL A formação dos futuros presbíteros à atenção para os Bens Culturais da Igreja. 15 de outubro de 1992.
CARTA PASTORAL A função pastoral dos Arquivos Eclesiásticos, 2 de fevereiro de 1997
CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO, promulgado por João Paulo II, Papa. 4 ed. Ver. Lisboa: Conferência Episcopal Portuguesa, 2007.
DERRIDA, Jacques. Mal de Arquivo: uma impressão freudiana. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2001.
LOPES, Uberman dos Santos. Arquivos e a organização da gestão documental. Revista ACB, Santa Catarina, v.9, nº1, 2004.


MC 4 – Das tumbas tebanas aos templos de milhões de anos: teoria da agência e memória cultural aplicadas ao Egito Antigo
Prof. Arthur Rodrigues Fabrício[1]
Prof. Pedro Hugo Canto Núñez[2]
Objetivos:
  • Demonstrar como o Egito Antigo pode ser analisado pelo viés das teorias de agência e de memória cultural;
  • Discutir funcionalidades dos templos. complexos de culto divinos e reais, ao longo da história egípcia, com ênfase no Reino Novo do Egito Antigo;
  • Ampliar os conhecimentos sobre as tumbas tebanas, com ênfase nas estruturas de particulares;
  • Apresentar perspectivas científicas atuais, mais amplas e enriquecedoras, sobre as crenças funerárias egípcias.
  • Debater a importância dos templos e tumbas na composição da paisagem religiosa tebana e nas dinâmicas socioculturais da antiga cidade.
Justificativa:
A antiga de cidade de Tebas, moderna Luxor, no Alto Egito, foi por diferentes épocas, durante o Reino Médio (1980 – 1760 a.C.) e o Reino Novo (1539 – 1077 a.C.), a capital administrativa de todo o Egito, considerada por diversos especialistas como a principal cidade daquela região. Mesmo quando faraós reinantes moveram a capital para outras localidades, como Itjtawy, na região do Faium, na XII dinastia (1939 – 1760 a.C.), e Pi-Ramessés, no Baixo Egito, na XIX (1292 – 1191 a.C.), Tebas, ou, como era conhecida, niwt - ‘A Cidade’, manteve sua importância central de capital religiosa do império. Lá, séculos a fio, construiu-se uma portentosa cidade, que se estendia ao longo das duas margens do Nilo, produzindo uma complexa paisagem religiosa, que afetava as e era afetada pelas dinâmicas sociais e religiosas da localidade.
Este breve curso propõe apresentar para seus ouvintes dois tipos de estruturas centrais à esta paisagem tebana durante o Reino Novo: 1) os templos erigidos pelos monarcas, tanto na margem oeste quanto na leste, enfatizando os complexos de culto reais, voltados ao culto da imagem e memória do faraó reinante; e 2) as tumbas de particulares da elite, que compunham a necrópole de Tebas na margem oeste do rio Nilo.
O minicurso, por sua vez, justifica-se pela abrangência de temas e conceitos a serem explorados, bem como por sua relevância e centralidade em relação ao próprio estudo da história egípcia. Abordar-se-á, por meio de uma vasta diversidade de fontes e documentos, questões que cercam e perpassam as crenças funerárias, a paisagem, a arquitetura e a monumentalidade egípcia, festivais e participação popular, memória e agência, sendo estes últimos dois conceitos que nortearão, respectivamente, os dois encontros propostos para este evento.
Carga horária: 6 horas.
Conteúdo:
Aula 1: Templos reais, templos divinos: pensando os templos egípcios por meio da teoria de memória cultural – 3 horas;
Aula 2: Tumbas tebanas de particulares: teoria da agência aplicada ao Egito Antigo – 3 horas.
Bibliografia básica:
ANSCHUETZ, Kurt F.; WILSHUSEN, Richard H.; SCHEICK, Cherie L.  An Archaeology of Landscapes: perspectives and Directions, Journal of Archaeological Research, v. 9, n. 2, p. 157-211, 2011.
ASSMANN, Jan. Death and Salvation in Ancient Egypt. Ithaca: Cornell University Press, 2005.
CARDOSO, Ciro F. S. Construção de Monumentos Régios e Simbolização do espaço no antigo Egito (Reino Novo, séculos XVI-XI a.C.). Revista Mundo Antigo (NEHMAAT-UFF/PUCG), Campos dos Goytacazes (RJ), ano 1, v.1, nº1, p. 29-54, Junho, 2012.
DAVID, Rosalie. Religião e Magia no Antigo Egito. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011.
DONADONI, Sergio. (org.) O Homem Egípcio. Lisboa: Editorial Presença, 1994, p. 239-262.
HORNUNG, Erik. Idea into Image: essays on ancient egyptian thought. New York: Timken, 1992.
INGOLD, Tim. The Temporality of the Landscape. World Archaeology, Vol. 25, No. 2, Conceptions of Time and Ancient Society (Oct.,1993), p. 152-174.
KEMP, Barry. Temple and town in Ancient Egypt. In: UCKO, Peter J. (et al, org.). Man, Settlements and Urbanism. London: Duckworth, 1972, p. 657-680.
______. Ancient Egypt: Anatomy of a Civilization. New York: Routledge, 2018.
MOELLER, Nadine. The Archaeology of Urbanism in Ancient Egypt: from the Predynastic Period to the End of the Middle Kingdom. Cambridge: Cambridge University Press, 2016.
PEREYRA, Violeta (et al, org.). Espacios de interpretación en la necrópolis tebana. Buenos Aires: s/ed., 2018.
POLIGNAC, F. de; SCHEID, J. Qu’est-ce qu’un «paysage religieux»? Représentations  cultuelles de l’espace dans les sociétés anciennes. Revue de L’histoire des Religions, 227 – 4/2010, p. 427- 434.
REEVES, Nicholas; WILKINSON, Richard H. The Complete Valley of the Kings: Tombs and Treasures of Egypt’s Greatest Pharaohs. New York: Thames & Hudson, 2000.
SHAFER, B. E. (org.). Temples of Ancient Egypt. Ithaca: Cornell University Press, 1997.
SHAW, Ian (org.). The Oxford History of Ancient Egypt. Oxford: Oxford University Press, 2000.
SNAPE, Steven R. Egyptian Temples. Buckinghamshire: Shire Publications, 1996.
WILKINSON, Richard H. The Complete Temples of Ancient Egypt. London: Thames & Hudson, 2000.

[1] Doutorando em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
[2] Mestrando em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte.


MC 5 – O Livro Didático de História: pesquisas e possibilidades
Prof. Ms. Jandson Bernardo Soares
Prof. Matheus Oliveira da Silva
Conteúdo:
  • Surgimento e panorama das pesquisas sobre livros didáticos de História no Brasil;
  • Surgimento e panorama das narrativas de síntese sobre o livro didático de História;
  • O livro didático como fonte para a pesquisa no Ensino de história – possibilidades e atividade prática
Objetivos:
  • Identificar como o livro didático de História tem sido tratado pelas pesquisas no Brasil, entre os anos 1970 e 2013;
  • Analisar a constituição do livro didático como fonte de pesquisa para o Ensino de História;
  • Fomentar novas abordagens de pesquisa a partir desse objeto.
Justificativas:
Este minicurso parte de quatro importantes aspectos que norteiam seus objetivos. O primeiro deles é assimilar que a compreensão a respeito das formas como as pesquisas sobre o livro didático de história no Brasil, entre 1970 e 2018, o tratam, abre novos caminhos para pesquisas, seja ampliando o leque de abordagens, seja lançando um olhar crítico sobre as perspectivas hegemônicas. Optou-se por operacionalizar por esse recorte temporal em virtude de entender que a década de 70 foi um momento de constituição sistemática e ininterrupta, até os dias atuais, sobre esse tema, inicialmente realizado em grande medida a partir da fundação dos programas de pós-graduação. Já o marco final representa a intenção de aproximar-se ao máximo das discussões atuais. Em segundo lugar, analisar historicamente essas pesquisas permite visualizar quais eram as demandas postas ao ensino de História e como estas mesmas demandas alcançaram esse material. Isso demonstra como o livro didático não está isolado na sociedade e, nem tampouco, no universo escolar, mas que ele se conecta aos valores sociais e às disputas políticas e acadêmicas, por exemplo. O que se sabe acerca das referidas pesquisas é que há uma abordagem hegemônica, que está centrada nos conteúdos substantivos dos livros. Esta característica é ditada, em geral, pelas narrativas de síntese advindas de determinados centros de produção. Assim, o exercício proposto por este minicurso contribui ao posicionamento perante tais narrativas e, sobretudo, perante os impactos que causam no que se escreve sobre os livros didáticos de história – quais recortes, sujeitos, elementos do livro e referências são privilegiados nas escolhas dos pesquisadores. Finalmente, esse espaço se pretende como um momento em que os participantes poderão fazer um trabalho guiado sobre aspectos do livro didático que podem ser indicadores de possíveis problemáticas e, ao mesmo tempo, fontes para a pesquisa histórica. Nesse ponto, a ideia é reconhecer o livro para além de sua individualidade, compreendendo-o como uma unidade que envolve o diálogo entre várias linguagens, políticas educacionais, propostas metodológicas, concepções de ensino e educação.
REFERÊNCIAS:
BITENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. 2 ed. São Paulo: Cortez, 2008.
CAIMI, Flávia Heloísa. O que sabemos (e o que não sabemos) sobre o livro didático de História. In: GALZERANI, Maria Carolina Bovério; BUENO, João Batista Gonçalves; PINTO JR., Arnaldo (Org.). Paisagens da pesquisa contemporânea sobre o livro didático de história. Campinas: Centro de Memória/ Unicamp, 2013. p. 35-52.
CHOPPIN, Alain. O historiador e o livro escolar. Revista História da Educação, São Paulo, ASPHE/FaE/UTPel, abr. 2002.
DEIRÓ, Maria de Lourdes Chagas. As belas mentiras: a ideologia subjacente. São Paulo: Moraes, 1978.
FARIA, Ana Lúcia G. de. Ideologia no Livro Didático. 11. ed. São Paulo: Cortez, 1995.
FILGUEIRAS, Juliana Miranda. O estudo dos programas e livros didáticos de História pelo CBPE: a análise do professor Guy de Hollanda. Disponível em: <http://ojs.fe.unicamp.br/ged/FEH/article /viewFile/4931/3909>. Acesso em: 30 abr. 2017.
FONSECA,  Thais  Nívia  de  Lima  e.  História  &  ensino  de  História.  2  ed.  Belo Horizonte: Autêntica, 2004, 120 p.
GALZERANI, Maria Carolina Bovério. Livros didáticos: cenários de pesquisa e práticas de ensino do Brasil. In: _____; BUENO, João Batista Gonçalves; PINTO JR., Arnaldo (Org.). Paisagens da pesquisa contemporânea sobre o livro didático de história. Campinas: Centro de Memória/Unicamp, 2013. p. 53-76.
GASPARELLO, Arlette M. Construtores de identidades: os compêndios de História do  Brasil  do  Colégio  Pedro  II  (1838-1920).  Tese  (Doutorado  em  Educação) Programa de Pós-Graduação em Educação: História, Política, Sociedade. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 2002, 305f.
JULIA,  Dominique.  A  cultura  escolar  como  objeto  histórico.  Revista  Brasileira  de História da Educação. Campinas, n. 1, p. 9-43, 2001.
MOREIRA, Kênia Hilda. Um mapeamento das pesquisas sobre o livro didático de História na Região Sudeste: 1980 a 2000, p. 168. Dissertação (Doutorado em Educação) – Programa de Pós-graduação em Educação Escolar, Universidade Paulista, Araraquara, 2006.
SCHMIDT, Maria Auxiliadora Moreira dos Santos. História do ensino de história no Brasil: uma proposta de periodização.  Revista História da Educação. Porto Alegre, v.16, n.37, p.73-91, maio/ago. 2012.
SILVA, Marcos A. da. Introdução. In: ______. (Org.) Repensando a História. Rio de Janeiro: ANPUH/Marco Zero, 1984. p. 9-11.
SOARES, Jandson Bernardo. As produções sobre livros didáticos de História no Brasil: um estudo sobre as pesquisas de análise de conteúdo entre as décadas de 1970 e 2010. Monografia (Licenciatura em História) – Departamento de História, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016.
VESENTINI, Carlos. Escola e Livro Didático de História. In: SILVA, Marcos A. da (Org.) Repensando a História. São Paulo: Marco Zero, 1984.


MC 6 – Patrimônios outros e diversos: necessidade de reconhecimento e preservação
Prof. Almir Félix Batista de Oliveira – Doutor em História (PUC-SP) – Bolsista PNPD/CAPES/PPGTUR/CCSA/UFRN.
Ementa: Os últimos vinte anos de preservação do patrimônio cultural brasileiro; A necessidade de reconhecimentos da pluralidade de patrimônios em face da diversidade cultural; O Decreto 3551/2000 e os outros patrimônios; Outros patrimônios culturais e as diversas áreas de conhecimento como a História e o Turismo.
Palavras-chave: Patrimônio cultural brasileiro; Patrimônios Outros e Diversos; Reconhecimento e Preservação.
Justificativa: A preservação do patrimônio cultural no Brasil data do final da década de 1930 e muita coisa foi preservada de lá para cá, evidentemente que poderia ter sido muito mais. Com o advento da Constituição Federal Brasileira de 1988 e da conformação de um novo conceito de Patrimônio Cultural inscrito nesta uma questão ganhou grande relevância que foi o da preservação do Imaterial. Justifica-se assim a existência dessa proposta e por tanto desse minicurso para que possa ser apresentado/discutido com os alunos, futuros licenciados e bacharéis em História como em outras áreas sobre essas novas formas de definição, apresentação e preservação do patrimônio, levando-se em conta a questão da diversidade.
Forma de desenvolvimento do curso:
O Curso se desenvolverá nos três dias programados pela organização do evento sempre com uma exposição teórica inicial e, em seguida, a apresentação de materiais (vídeos, dossiês etc.) e discussão.
Objetivos:
  • - Discutir as formas de preservação do patrimônio cultural brasileiro nos últimos vinte anos e sua relação com diversas áreas do conhecimento a exemplo da História e do Turismo;
  • - Discutir o Decreto 3.551/2000 e a preservação de outros patrimônios;
  • - Apresentar exemplos de outros patrimônios preservados e os usos pelas diversas áreas do conhecimento a exemplos da História e do Turismo.
Carga Horária: 6 horas/aula.
Programa:
1º Dia (Primeira Sessão):
  • 1- O conceito de Patrimônio Cultural Brasileiro: algumas considerações;
  • 2- História da preservação do patrimônio cultural brasileiro: os últimos 20 anos;
  • 3- Apresentação de Documentário;
2º Dia (Segunda Sessão):
  • 4- O patrimônio cultural brasileiro e o Decreto 3.551/2000;
  • 5- O patrimônio cultural brasileiro e o Inventário Nacional de Referência Cultural;
  • 6- Apresentação de Dossiês;
3º Dia (Segunda Sessão):
  • 7- Exemplos de outros patrimônios preservados e os usos pelas diversas áreas do conhecimento a exemplos da História e do Turismo;
  • 8- O Caso das Rendeiras de Ponta Negra – Natal – RN;
  • 9-Encerramento
Equipamentos necessários:
Data Show; Caixas de Som; Notebook.
Bibliografia:
ABREU, Regina, CHAGAS, Regina (Orgs.). Memória e Patrimônio: ensaios contemporâneos. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.
ABREU, Regina, DODEBEI, Vera (Orgs.). E o patrimônio? Rio de Janeiro: Contracapa; PPMS/UNIRIO, 2008.
BARRIO, Ángel Espina, MOTTA, Antonio e GOMES, Mário Hélio (Orgs.). Inovação Cultural, Patrimônio e Educação. Recife: Fundação Joaquim Nabuco: Editora Massangana, 2010.
BARROSO, Véra Lucia Maciel [et al.] Ensino de História: desafios contemporâneos. Porto Alegre: EST; EXCLAMAÇÃO; ANPUH-RS, 2010.
CANCLINI, N. G. Culturas Híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade. 4. ed. São Paulo: Edusp, 2003.
CENTRO DE MEMÓRIA DO OESTE DE SANTA CATARINA. Cadernos do CEOM. Educação Patrimonial e Fontes Históricas. Ano 14. N.º 12. Chapecó: Argos, 2000.
CENTRO DE MEMÓRIA DO OESTE DE SANTA CATARINA. Cadernos do CEOM. Educação Patrimonial. Ano 20. N.º 26. Chapecó: Argos, 2007.
CHOAY, Françoise. A alegoria do patrimônio. São Paulo: Estação Liberdade/ Editora da UNESP, 2001.
CHUVA, Márcia. Os arquitetos da memória. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2009.
FONSECA, Maria Cecília Londres. O patrimônio em processo. Rio de Janeiro: Editora UFRJ; MinC/IPHAN, 2005.
GIL, Carmem Zeli de Vargas & TRINDADE, Rhuan Targino Zaleski (Orgs.). Patrimônio Cultural e Ensino de História. Porto Alegre: Edelbra, 2014.
HORTA, Maria de Lourdes P.; GRUNBERG, Evelina; MONTEIRO, Adriane Queiroz. Guia Básico de Educação Patrimonial. Brasília: IPHAN, Museu Imperial, 1999.
LÖWY, Michael. Walter Benjamin: aviso de incêndio – uma leitura das teses “sobre o conceito de História”. São Paulo: Boitempo Editorial, 2005.
MAGALHÃES, Aloísio. E Triunfo? A questão dos bens culturais no Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997.
MATTOZZI, Ivo. Currículo de História e educação para o patrimônio. In: Educação em Revista, Belo Horizonte, n. 47, p. 135-155, jun. 2008.
OLIVEIRA, Almir Félix Batista de. Patrimônio, memória e ensino de história. In: OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de, CAINELLI, Marlene Rosa e OLIVEIRA, Almir Félix Batista de (Orgs.). Ensino de história: múltiplos ensinos em múltiplos espaços. Natal: EDFURN, 2008
OLIVEIRA, Almir Félix Batista de. A preservação do patrimônio imaterial como afirmação de outras etnicidades. In: Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH: São Paulo, julho 2011.
OLIVEIRA, Almir Félix Batista de. Memória, história e patrimônio histórico. Políticas públicas e a preservação do patrimônio histórico. Aracaju: Editora da UFS, 2012.
OLIVEIRA, Almir Félix Batista de. O patrimônio cultural e os livros didáticos de História ou de como se constrói o sentimento de pertencimento (Brasil - 2000-2015). São Paulo: Programa de Pós-Graduação em História da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), 2016 (Tese de Doutorado).
OLIVEIRA, Almir Félix Batista de. Educação Patrimonial. In: FERREIRA, Marieta de Morais & OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de. Dicionário de Ensino de História. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2019.
OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de. O Direito ao Passado – Uma Discussão Necessária à Formação do Profissional de História. Aracaju: Editora UFS, 2011.
POULOT, Dominique. Uma história do patrimônio no Ocidente: séculos XVIII-XXI. São Paulo: Estação Liberdade: 2009.
SIMÃO, Maria Cristina Rocha. Preservação do patrimônio cultural em cidades. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.
SOARES, André Luis Ramos (Org.). Educação Patrimonial: relatos e experiências. Santa Maria: Ed. UFSM, 2003.


MC 7 Relações étnico-raciais e ensino de História: currículo e materiais didáticos na Educação Básica
Jefferson Pereira da Silva[1]
Objetivos:
  • Discutir os usos e possibilidades de trabalho com materiais e recursos didáticos em sala de aula no que se refere à promoção de uma educação antirracista;
  • Refletir sobre o processo de implementação das leis e diretrizes curriculares que versam sobre o ensino da história e cultura da África e dos afro-brasileiros.
  Conteúdo:
  • Contextualização das políticas públicas que buscam promover o combate ao racismo na educação brasileira;
  • Livros didáticos, paradidáticos e produção audiovisual como materiais de uma educação antirracista;
  • Materiais e recursos didáticos em sala de aula – atividade prática.
Justificativas
A obrigatoriedade do estudo da história e cultura da África e dos afro-brasileiros em toda rede básica de ensino se efetivou como política pública nacional no ano de 2003, por intermédio da Lei de nº 10.639. Assim como nos aponta Tânia Müller e Wilma Coelho, “apesar da vitoriosa aprovação da Lei nº 10.639/2003, é necessário pensar não só na sua implantação, mas também na sua implementação” (2013, p. 43). Esse é um ponto fundamental na discussão, uma vez que tal determinação provocou uma reconfiguração não só nas instituições escolares que, por exemplo, incluíram no calendário o Dia Nacional da Consciência Negra (20 de novembro). Outras modificações também foram necessárias e, no caso desse minicurso, merece destaque os espaços de formação docente, abarcando seja as faculdades e universidades públicas e privadas, seja os cursos de formação continuada promovidos por secretarias estudais e municipais. Tanto os professores que terminaram suas formações antes da promulgação da lei quanto os que se formaram depois, ou ainda os que estão em fase de conclusão, precisam estar atentos também ao que é produzido na cultura histórica, tanto dos produtos que foram elaborados primordialmente para fins didáticos quanto dos que não o foram. Nesse sentido, o presente minicurso objetiva discutir os usos e possibilidades de trabalho com materiais e recursos didáticos em sala de aula no que se refere à promoção de uma educação antirracista.

Referências bibliográficas
BRASIL. Lei n°10.639, de 9 de Janeiro de 2003. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”, e dá outras providências.
BRASIL. Lei n°11.645, de 10 de Março de 2008. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei no 10.639, de 9 de Janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.
CONCEIÇÃO, Maria Telvira da. O trabalho em sala de aula com a história e a cultura afro-brasileira no ensino de história. In: OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de (Org.). Coleção Explorando o Ensino: História (Ensino Fundamental). 21. ed. Brasília/DF: Ministério da Educação, 2010. p. 131 – 158.
D’ADESKY, Jacques. Pluralismo étnico e multi-culturalismo: racismos e anti-racismos no Brasil. Rio de Janeiro: Pallas, 2009.
DOMINGUES, Petrônio. Movimento Negro Brasileiro: alguns apontamentos históricos. Tempo [online]. 2007, vol.12, n.23, p. 100-122. FREITAS, Itamar. Valores como objeto da aprendizagem histórica. In: BUENO, André; ESTACHESKI, Dulceli; CREMA, Everton [orgs.]. Para um novo amanhã: visões sobre aprendizagem histórica. Rio de Janeiro/União da Vitória: Edição LAPHIS/Sobre Ontens, 2016. p. 107 – 116.
GOMES, Nilma Lino. Alguns termos e conceitos presentes no debate sobre relações étnico-raciais no Brasil: uma breve discussão. In: BRASIL. Ministério da Educação; Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Educação anti-racista: caminhos abertos pela Lei Federal nº 10.639/03. Brasília: MEC, SECAD, 2005. p. 39 – 64.
MÜLLER, Tânia Mara Pedroso; COELHO, Wilma de Nazaré Baía. (orgs). Relações étnico-raciais e diversidade. Niterói: Editora da UFF, Alternativa, 2013. OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de. O Direito ao Passado – Uma Discussão Necessária à Formação do Profissional de História.2003, p. 325. Tese (doutorado em História) – Programa de Pós-graduação em História, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2003.
ROMÃO, Jeruse (org.). História da Educação do Negro e outras histórias. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. – Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. 2005.
SANTOS, Sales Augusto dos. A Lei nº 10.639/03 como fruto da luta anti-racista do Movimento Negro. In: BRASIL. Ministério da Educação; Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Educação anti-racista: caminhos abertos pela Lei Federal nº 10.639/03. Brasília: MEC, SECAD, 2005. p. 21 – 38.
SILVA, Jefferson Pereira da. Relações étnico-raciais e o espaço escolar: articulações e dissonâncias entre o Movimento Negro e o Estado brasileiro a partir do Programa Nacional Do Livro Didático (1995 – 2014). Dissertação de Mestrado (Programa de Pós-Graduação em História). Natal: UFRN, 2019.
[1] Mestre em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e membro do Grupo de Pesquisa Espaços, Poder & Práticas Sociais (GPEPPS-UFRN)
.


CRONOGRAMA

 
PRAZO ATIVIDADE
20/01 a 15/05 Inscrição em Minicursos
  20/01 a 08/03/2020   Inscrição para apresentação de trabalho em ST (1º prazo – com desconto)  
  09/03 a 06/04/2020   Inscrição para apresentação de trabalho em ST (1º prazo – sem desconto)  
  07/04 a 03/05/2020     Análise, pelos coordenadores de ST, dos resumos das comunicações orais.  
  05/05/2020     Divulgação dos trabalhos aprovados para os STs
  02/06 a 05/06/2020     IX Encontro Estadual de História da ANPUH/RN  
  08/06/2020 a 31/07/2020     Envio do trabalho completo para publicação nos Anais do IX EEH  
  20/01/2020 a 25/05/2020     Inscrições de Ouvintes  

Mesas Redondas – Programação

03/06 – Quarta-feira



MR 01 - HISTÓRIA E CONTEMPORANEIDADES

Prof.ª.  Drª. Sônia Menezes (DH-PPGEH-URCA)
Prof. Dr. Evandro dos Santos (DHC/PPGHS-CERES-UFRN)
Prof. Dr. Rodrigo Perez (DH/PPGH-UFBA)
Coord. Prof. Dr. Carlos Torcato (DHI-Mossoró/PPGCISH/PPGEH-UERN)

EMENTA
A proposta desta mesa é discutir as demandas colocadas pelos tempos atuais à produção de conhecimento histórico, seja pelos espaços formais de ensino, quanto pela profusão de narrativas originárias de outras fontes e que circulam pelos espaços de comunicação que permeiam a sociedade contemporânea. Essa produção e circulação coloca demandas sociais, culturais e políticas à comunidade de historiadores e historiadoras, como sua função e atuação políticas, bem como elementos epistemológicos para a área, com pautas a partir de questões como interdisciplinaridade, formato e meios de circulação das narrativas históricas e ética.


MR 02 - NOVAS PERSPECTIVAS E NOVOS DEBATES: GOVERNO E ADMINISTRAÇÃO DAS CAPITANIAS DO ESTADO DO BRASIL, SÉCULOS XVII E XVIII

Prof.ª.  Drª. Érica Lopo (DH-UFPI)
Prof. Me. Bruno Cezar Silva Santos (Prefeitura Municipal de Cabedelo-PB/ Doutorando - Programa Inter-Universitário de Doutoramento em História)
Profª Ma. Ana Lunara da Silva Morais (Doutoranda - Programa Inter-Universitário de Doutoramento em História)
Coord. Prof. Dr. Thiago Alves Dias (Pós-doutorando – PNPD/PPGH-UFRN)

EMENTA
A presente Mesa Redonda procura abordar diferentes pesquisas relativas à história política e administrativa das capitanias do Estado do Brasil nos séculos XVII e XVIII. Sob três prismas distintos – governança, organização militar e administração alfandegária – busca-se expor novos debates da historiografia pertinente ao tema. Essa mesa também busca suscitar novas possibilidades de pesquisa, articulando temas como: trajetória administrativa e governança; conflitos de jurisdição e organização militar; e, por fim, história de família e propriedade do ofício da provedoria da Fazenda Real. A análise desse conjunto de temas, colabora para uma perspectiva plural e interconectada de diferentes aspectos políticos e administrativos da América portuguesa dos séculos XVII e XVIII.

MR 03 - PROFHISTÓRIA: UM DIÁLOGO ENTRE PROFISSIONAIS DA ESCOLA E DA UNIVERSIDADE

Prafª Drª. Juliana Teixeira Souza (UFRN)
Prof.ª.  Drª. Marta Margarida de Andrade Lima (UFRPE)
Prof.ª.  Ma. Cícera Tamara Graciano Leal da Silva Fernandes (SME/Natal-RN)
Coord. Prof. Dr. André Seal (DHI-Mossoró/PPGCSIH/PPGEH-UERN)

EMENTA
A criação de um programa de pós-graduação profissional em rede na área de Ensino de História apresenta uma proposta diferenciada de formação continuada, que se configura por meio do estabelecimento de novas formas de diálogo entre os profissionais de História que atuam nas universidades e nas escolas. Diante do atual movimento de expansão da rede no Rio Grande do Norte, é relevante discutirmos os impactos do ProfHistória na perspectiva de professores e alunos do programa, avaliando suas conquistas e os avanços ainda necessários.


MR 4 - IMAGENS ARDENTES, SINTOMAS POÉTICOS: A HISTÓRIA, A LITERATURA E A INVENÇÃO DOS ESPAÇOS

Prof. Me. Cid Morais Silveira (Doutorando em História – UFRN/Bolsista CAPES)
Prof. Me. Felipe Alves Paulo Cavalcanti (IFRN)
Prof.ª. Ma. Priscilla Freitas de Farias (Doutoranda em História – UFC/Bolsista CAPES)
Coord. Prof. Dr. Fabiano Mendes (DHI-Mossoró/PPGCSIH/PPGEH-UERN)

EMENTA
Com a emergência e consolidação dos estudos em história cultural e da vasta produção historiográfica brasileira que tem tomado a literatura como objeto, tema ou fonte de pesquisa, esta mesa se propõe a refletir e debater sobre possibilidades de análise existentes na relação entre a história e a literatura, e de como esses campos de saber se articulam e possibilitam a construção e a significação dos espaços. Partindo da condição teórica de que os espaços são construções humanas, de que as espacialidades são formas sociais, políticas e culturais localizadas historicamente e atravessadas por uma série de investimentos materiais e simbólicos, esta mesa discutirá formas de se pensar o espaço na literatura e o espaço da literatura a partir da prática historiadora, através do relato de pesquisas já concluídas e/ou em andamento. Esta mesa, portanto, pretende debater de que forma determinadas produções literárias ficcionaram e fabricaram espacialidades, significando-as de um dado jeito e de uma dada forma, através de um conjunto de imagens, de sentidos, de sentimentos, de temas, de enunciados e de outros investimentos de desejo, que as apresentaram ou representaram, que as tornaram visíveis, dizíveis e singulares. Como imagens que ardem ao tocar o real, e que provocam, após o incêndio, a ruína, a saudade, a felicidade ingênua e o tempo perdido, os espaços inventados pelo discurso literário se manifestam como sintomas poéticos na vida e na obra de sujeitos que se aventuraram a sondar o verso.


04/06 – Quinta-feira


MR 5 - PATRIMÔNIO CULTURAL E ENSINO DE HISTÓRIA: SABERES TEÓRICOS E USOS PRÁTICOS NA CONTEMPORANEIDADE

Prof. Dr. Almir Félix Batista de Oliveira – PPGTUR/CCSA/UFRN
Prof.ª.  Drª. Janaína Cardoso de Mello – PROFHISTÓRIA/UFS
Prof.ª.  Ma. Olga Sueli Teixeira – Professora da Educação Básica
Coord.Prof. Dr. Leonardo Cândido Rolim (DHI-Mossoró/PPGEH-UERN)

EMENTA
A presente mesa redonda tem por objetivo discutir a relação Patrimônio Cultural e o Ensino de História. É possível constatar que essa não se caracteriza por ser uma relação nova, pelo contrário, a muito se vem usando o patrimônio como facilitador da relação ensino-aprendizagem, tanto na sala de aula como em lugares não formais como os chamados lugares de memória. Pretende-se partir da análise dessa relação nos últimos 20 anos, principalmente como o advento e conceituação do patrimônio cultural imaterial, passando por algo que se configura como realmente novo, o surgimento do Mestrado Profissional em História (PROFHISTÓRIA), verificada a partir da experiência de orientação de trabalhos que versem sobre essas temáticas, bem como a experiência de constituição de texto dissertativo e construção de um produto dentro do âmbito das exigências para obtenção do titulo de mestre em Ensino de História e sua aplicabilidade em sala de aula tendo como referência não somente a relação patrimônio cultural e ensino de História, mas também a prática da Educação Patrimonial. Sabemos que podem ser múltiplas as possibilidades de trabalho oferecidas por questões ligadas ao Patrimônio Cultural aos professores de História, justificando-se assim, podermos analisar com base em alguns modelos metodológicos já desenvolvidos em sala de aula, a relevância da ligação entre os conhecimentos adquiridos pelos professores no âmbito do PROFHISTÓRIA em relação a esse tema e a transformação da teoria em tópicos de educação patrimonial cujas situações didáticas permitem aos/às alunos/alunas a identificação e comprometimento com o que lhes pertence em termos de heranças ancestrais e póstumas.


MR 6 - ENSINO DE HISTÓRIA E HISTÓRIA LOCAL

Prof.ª.  Drª. Vilma de Loures Barbosa (UFPB)
Prof. Dr. André Mendes Salles (DHC-CERES-UFRN)
Prof. Dr. Francisco das Chagas Silva Souza (PPGEPT-IFRN)
Coord. Prof.ª.  Drª. Aryana Costa (DHI-Mossoró/PPGEH-UERN)

EMENTA
Essa mesa se propõe a debater as possibilidades e os limites do trabalho com História Local no ensino de História. Tendo em vista as políticas públicas que têm uniformizado os currículos da educação básica, como o ENEM e a BNCC, e as investidas para uniformização dos currículos dos cursos de formação de professores, faz-se necessário discutir em que medida a produção e o ensino em História Local podem dar conta de: a) questões metodológicas como a de fontes, escala, periodização, interdisciplinaridade; b) função social do recorte, como na discussão sobre produção de identidades e da relação local/global e c) consequências das políticas públicas curriculares para o ensino de História


MR 07 - MUNDOS DO TRABALHO

Prof. Dr. Fernando Pureza (DH-UFPB)
Prof. Dr. Francisco Carlos Oliveira de Souza (IFRN)
Prof. Dr. José Bento Rosa e Silva (DH/PPGH-UFPE)
Coord. Prof.ª. Ma. Jovelina Santos (DHI-UERN/Assu)


MR 08 - REVISITANDO A HISTÓRIA DA HISTORIOGRAFIA NORTE-RIO GRANDENSE

Prof. Dr. Bruno Balbino Aires da Costa (IFRN)
Prof. Dr. Saul Estevam Fernandes (IFRN)
Prof. Dr. Thiago do Nascimento Torres de Paula (SEEC/RN)
Coord.Prof. Dr. Marcílio Falcão (DHI-Mossoró/PPGEH-UERN)

EMENTA
O campo de investigação em Teoria da História e História da Historiografia tem crescido significativamente nas últimas décadas no Brasil. Diversos historiadores brasileiros têm se interessado pela problemática da construção do conhecimento histórico, em suas dimensões historiográficas e teórico-metodológicas.  Nesse sentido, a presente mesa tem como escopo discutir a História da historiografia norte-rio-grandense a partir de diferentes recortes temporais e enfoques. O debate abarca três discussões principais: a história da historiografia do Rio Grande do Norte no século XIX, especificamente, a análise dos textos de Manoel Ferreira Nobre e de Alberto Maranhão; a produção historiográfica sobre a Capitania do Rio Grande do Norte, especificamente durante o século XX, buscando compreender como os historiadores associados ao Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN), construíram suas narrativas referente ao passado colonial; e, por fim, a historiografia que se debruçou sobre a Primeira República no Rio Grande do Norte (1889-1930).


05/06 – Sexta-feira



MR 9 - AMÉRICA LATINA EM PERSPECTIVA

Prof.ª.  Drª. Larissa Jacheta Riberti (DHC-CERES-UFRN)
Prof. Dr. Sebastiao Leal Ferreira Vargas Netto (DH/PPGH/PPGEH-UFRN)
Prof. Dr. Fernando Victor Aguiar Ribeiro (Pós-doutorando FFLCH/USP – Bolsista FAPESP)
Coord. Prof. Dr. Lindercy Lins (DHI-Mossoró/PPGCISH-UERN)

EMENTA
A América Latina vive um momento de profundas transformações. As novas conjunturas políticas e dinâmicas sociais têm desafiado os historiadores a buscarem no passado elementos que possam contribuir na elaboração de uma chave interpretativa para esse presente tão singular. Levando em conta o papel fundamental que a análise histórica desempenha nessa tarefa, essa mesa tem como objetivo debater questões sobre a sociedade, a cultura e a política na América Latina. Nesse sentido, propõe levantar discussões sobre um passado histórico em diferentes temporalidades e espacialidades, com a pretensão de fomentar o compartilhamento e o conhecimento de informações e análises sobre países e sociedades latino-americanas.


MR 10 - SABERES HISTÓRICOS E CONTEMPORANEIDADES: A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE HISTÓRIA NO BRASIL NAS DÉCADAS INICIAIS DO SÉCULO XXI

Prof.ª Drª. Aryana Lima Costa (DHI-Mossoró/PPGEH-UERN)
Prof.ª Drª. Margarida Maria Dias de Oliveira (DH/PPGEH-UFRN)
Prof.ª Drª. Nathalia Helena Alem (IFBA)
Coord.

EMENTA
Manter a função da escola e das instituições de ensino-aprendizagem como transmissoras de cultura e as novas formas de sentir, pensar e agir da sociedade que emerge das culturas digitais é a proposta de debate desta Mesa-redonda. Faremos essas reflexões a partir das nossas experiências como formadoras de profissionais e cidadãos por meio da diversidade de ações, projetos, programas, currículos que têm configurado escolas e universidades nas décadas iniciais deste século. Registrar e compreender como essa miríade de experiências tem impactado nos cursos de História, Pedagogia e Formação Técnica-profissional e como a sociedade tem recebido essas novas experiências formadoras e o que elas implicam na configuração de uma sociedade diferenciada é nosso objetivo como forma de contribuir para a construção de orientações para a categoria de profissionais de História.


MR 11 - GÊNERO, MULHERES E SEXUALIDADE

Prof.ª.  Drª. Ana Maria Veiga (DH/PPGH-UFPB)
Prof.ª.  Ma. Valderiza Almeida Menezes (PPGH-UFSC)
Prof.ª.  Ma. Janaína Porto (PPGH-UFRN)
Coord.Prof.ª Ma. Maiara Gonçalves (EAJ-UFRN)

EMENTA
Dentro da epistemologia feminista, as relações de poder e a construção de identidades se tornaram chaves importantes de análise e ganharam novas perspectivas de discussões pautadas no debate de gênero a partir dos anos de 1980, nos permitindo compreender melhor as lutas e trajetórias de indivíduos, grupos e políticas públicas em busca da emancipação das mulheres, bem como de demais grupos atravessados por recortes de gênero, classe e raça.  Atualmente, como temos feito a história das mulheres no Brasil? Esta mesa se propõe a dialogar e a refletir acerca das produções historiográficas que colocam em foco as mulheres enquanto sujeitas históricas, reunindo pesquisadoras a fim de fomentar discussões sobre os resultados de suas pesquisas e de suas experiências em torno das perspectivas de mulheres, gênero e sexualidade.

MR 12 - POLÍTICA E DIVERSIDADE RELIGIOSA NO BRASIL: ENTRE O ESTADO LAICO E OS FUNDAMENTALISMOS CONTEMPORÂNEOS

Prof. Dr. André Victor Cavalcanti Seal da Cunha (DHI-Mossoró/PPGCISH/PPGEH-UERN)
Prof, Dr. Marcílio Lima Falcão (DHI-Mossoró/PPGEH-UERN)
Prof.ª.  Ma. Bruna Rafaela De Lima Lopes (IFRN)
Coord. Prof. Dr. Carlos Eduardo Martins Torcato (DHI-Mossoró/PPGCISH/PPGEH-UERN)

EMENTA
Analisaremos como a política se faz presente na construção de fenômenos religiosos. Consideramos que a sociedade vive hoje um paradoxo caracterizado, por um lado, pelas lutas em favor da consolidação de um Estado laico e democrático e, por outro, pelo fortalecimento de fundamentalismos. Objetivamos debater como esse paradoxo contemporâneo se expressa em diferentes tempos e de maneiras diversas. Apresentaremos três estudos que discutem a articulação entre a religiosidade e a política: analisaremos as aproximações de segmentos do movimento espírita ao ideário conservador de ultradireita nas primeiras duas décadas do século XXI, fundamentando-nos a partir das produções ligadas à História cultural; discutiremos algumas das vinculações e do poder da Igreja Católica Norte-Rio-Grandense com leigos católicos políticos e clérigos ligados à cultura e a intelectualidade potiguar que circulavam entre a Igreja e as principais instituições culturais e políticas de Natal na primeira metade do século XX. Nossa discussão será fundamentada em algumas reflexões da História Cultural e da historiografia religiosa do catolicismo; refletiremos sobre a dimensão política presente na diversidade religiosa no Brasil, debateremos sobre as questões que envolvem o sagrado dentro do chamado catolicismo popular, especialmente as tensões expressas nos processos de santificação alheios ao controle eclesiástico e seus usos na contemporaneidade.


IX ENCONTRO ESTADUAL DE HISTÓRIA DA ANPUH-RN

UERN – MOSSORÓ – 02-06/JUNHO/2020

SIMPÓSIOS TEMÁTICOS

ST 1 - RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: PERSPECTIVAS DE ENSINO E PESQUISA
COORDENADORES
Profa. Dra. Juliana Teixeira Souza (DH/PPGEH-UFRN)
Prof. Me. Jefferson Pereira da Silva (GPEPPS/UFRN)

Resumo:
A obrigatoriedade do ensino de História e cultura da África e dos afrodescendentes incidiu de forma direta na Educação Básica, modificando o currículo praticado nas escolas, e também impactou fortemente o Ensino Superior, por demandar a formação de professores capacitados a promover a educação para as relações étnico-raciais, e pelo incremento de pesquisas vinculadas a essa temática. Com a Lei Nº 10.639/03 completando pouco mais que quinze anos, propomos reunir profissionais de História, da graduação e pós-graduação – acadêmica e profissional – para um balanço reflexivo sobre os limites e avanços conquistados por meio desse dispositivo legal, de modo que esse Simpósio Temático constitua-se como um espaço de discussão sobre pesquisas, em andamento ou finalizadas, bem como sobre relatos de experiência nos mais diversos campos do ensino, que tratem da temática das relações étnico-raciais e estejam comprometidos com o ensino-aprendizagem e a produção do conhecimento com qualidade social.

Bibliografia:
BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília: MEC, SEPPIR, CNE/CP, 2004.
BRASIL. Educação antirracista: caminhos abertos pela Lei Federal nº 10.639/03. Brasília: MEC, SECAD, 2005.
CHALHOUB, Sidney. Visões da liberdade: uma história das últimas décadas na escravidão na Corte. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
GOMES, Flávio dos Santos, SCHWARCZ, Lilia M. (Orgs.). Dicionário da escravidão e liberdade: 50 textos críticos. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2018.
GOMES, Nilma Lino. O Movimento Negro educador: saberes construídos nas lutas por emancipação. Petrópolis, RJ: Vozes, 2017.
REIS, João José e SILVA, Eduardo. Negociação e conflito: a resistência negra no Brasil escravista. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.


ST 2 – RELIGIÕES, RELIGIOSIDADES, HIBRIDISMOS E ESPAÇOS DE CRENÇA
COORDENADOR
Prof. Dr. Lourival Andrade Júnior (DHC/PPGHS-CERES-UFRN)

Resumo:
O ST tem como principal objetivo analisar as diversas manifestações religiosas, buscando refletir acerca de suas relações com os discursos que as compõem e dos processos nos quais os diversos grupos religiosos produzem e/ou reproduzem seus discursos e normalizam suas práticas em diferentes espaços. Atentar às crenças religiosas exige um aparato conceitual, teórico e metodológico que permita lidar com as inerências e singularidades de cada objeto. Nesse sentindo, o ST preza pelo diálogo transdisciplinar com o intuito de contemplar os diversos enfoques que se lançam sobre os discursos e/ou práticas religiosas, não apenas da religião e seus desdobramentos, mas da experiência religiosa como construção de conhecimento enquanto a religião se apresenta como ordem do mundo. Neste emaranhado de práticas e ritos, os hibridismos são chaves fundamentais para se perceber as redes entre o oficial e o não oficial, as temporalidades flexíveis e as espacialidades em constante transformação.


ST 3 – HISTÓRIA DO CORPO: PRÁTICAS, INSTITUIÇÕES, SENTIDOS E SABERES
COORDENADORAS
Prof.ª Dr.ª Juciene Batista Félix Andrade (DHC/PPGHS-CERES-UFRN)
Prof.ª Ma. Avohanne Isabelle Costa de Araújo (Doutoranda – PPGHCS-FIOCRUZ/Bolsista CAPES)

Resumo:
O simpósio acolhe pesquisas que têm como foco o corpo humano em suas múltiplas formas e experiências históricas. Jean Jacques-Courtine, em “História do Corpo”, questiona: como o corpo se tornou hoje em dia objeto de investigação histórica? E aponta como o século XX “inventou teoricamente o corpo”, pois os trabalhos de Sigmund Freud, Merleau-Ponty e Marcel Mauss, abordam o corpo ligado ao inconsciente, elemento de significação, inserido nas formas sociais da cultura. Partindo destes pressupostos, o ST se justifica por possibilitar reunir em um espaço de discussão acadêmica, pesquisas que abordem as práticas corporais, gestuais, laborais, sexuais, religiosas, esportivas, estéticas, de gênero, dos saberes (científicos ou não) e de suas instituições ligadas a saúde e a medicina, cujos debates promovidos nos levem a construir regionalmente um grupo de discussão sobre história do corpo que possibilite a interação dos diversos objetos e pesquisadores que se desloquem do eixo Centro – Sudeste.

Bibliografia:
BRAUNSTEIN, Florence; PÉPIN, Jean-Franscois. O Lugar do Corpo na Cultura Ocidental. Lisboa: Instituto Piaget, 2001.
CORBIN, Alain; COURTINE, Jean-Jacques; VIGARELLO, Georges (orgs.). História do corpo. Petrópolis: Vozes, 2008, 3 vols.
DEL PRIORE, Mary; AMANTINO, Márcia (Orgs.). História do corpo no Brasil. São Paulo: Ed.UNESP, 2011.
ELIAS, Nobert. O processo civilizador. Rio de Janeiro: Zahar, 1990.
MAUSS, Marcel. As técnicas do corpo. In: Sociologia e Antropologia. São Paulo: Cosac Naif, 2003. p. 401-422.
PORTER, Roy. História do corpo. In: BURKE, Peter (org.). A escrita da história: novas perspectivas. São Paulo: UNESP. 1992.
RODRIGUES, José. O corpo na história. Rio de Janeiro: Fiocruz, 1999.
SOARES, Carmen (org). Corpo e História. Campinas: Autores Associados, 2006.


ST 4 – HISTÓRIA DO CRIME E DA JUSTIÇA NO BRASIL: FONTES, MÉTODOS E NOVAS PERSPECTIVAS DE PESQUISA
COORDENADORES
Prof. Dr. Francisco Linhares Fonteles Neto (DHI/PPGCISH/PPGEH-UERN)
Prof. Dr. Rafael Lamera Giesta Cabral (Depto. de Direito/PPGD-UFERSA)

Resumo:
A conexão entre História do Crime e Direito reflete o esforço de pesquisadores no processo de desnaturalização de práticas da Justiça nacional que, a partir de novas perspectivas dadas aos usos das fontes policiais e da justiça criminal, promove novas interpretações sobre os comportamentos dos agentes históricos frente às instâncias de controle do Estado. Desse modo, avaliar as condições em que foram produzidas essas fontes que se encontram nos arquivos judiciais, policiais e administrativos; as estratégias de controle das instituições que os produziam; e o papel da violência e do crime nas realidades sociais (sobretudo no mundo do trabalho) tornam-se fundamentais. Este ST objetiva reunir pesquisas por meio da exploração de uma gama diversificada de documentos que permitam o desenvolvimento de estudos voltados à atuação e à construção de trajetórias, grupos, biografias individuais ou coletivas, bem como debates e práticas em torno da lei e de movimentos sociais que impactem na experiência social do Direito e no estado da arte historiográfica sobre o tema.

Bibliografia:
BRETAS, Marcos Luiz. Ordem na cidade. O exercício cotidiano da autoridade policial no Rio de Janeiro: 1907-1930. Rio de Janeiro: Rocco, 1997.
CABRAL, Rafael Lamera. Nos rastros de um processo: trabalho, conflito e uma experiência de micro-história. Doutoramento em Direito. Brasília: UnB, 2016.
FONTELES NETO, F. L.BRETAS, M. L. (Org.) ; FLORES, M. F. C. T. (Org.) . História do Banditismo no Brasil: novos espaços, novas abordagens. 1. ed. Santa Maria: Ed. UFSM, 2019.
GRINBERG, Keila. A história nos porões dos arquivos judiciais. IN: PINSKY, Carla B.; DE LUCA, Tania R. (orgs.). O historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, 2009, p.119-139.
LEVI, Giovanni. A herança imaterial: trajetória de um exorcista no Pienonte do século XVII. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.
MENEZES, Lená Medeiros de. Os indesejáveis: desclassificados da modernidade. Protesto, crime e expulsão na Capital Federal (1890-1930). Rio de Janeiro: EdUERJ, 1996.
RIBEIRO, Carlos Antonio Costa. Cor e criminalidade. Estudo e análise da justiça no Rio de Janeiro (1900-1930). Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1995.
SOUZA, Luís Antonio Francisco de. Lei, Cotidiano e Cidade: Polícia Civil e Práticas Policiais na São Paulo republicana (1889-1930). São Paulo: IBCCRIM, 2009.


ST 5 – EXPERIÊNCIAS DE ENSINAR E APRENDER HISTÓRIA NA CONTEMPORANEIDADE: SABERES E METODOLOGIAS EM DIÁLOGO
COORDENADORAS
Profª Drª Marta Margarida de Andrade Lima (UFRPE/UEADTec)
Coord. Profª Me. Luciene Santos Pereira da Silva (UFRPE/UEADTec)

Resumo:
Este simpósio constitui-se em um espaço de discussão acerca da multiplicidade de dimensões que apresenta o ensino de História na contemporaneidade. Em consonância com a pluralidade de saberes e metodologias, debates curriculares, ensino híbrido, cultura e artefatos digitais, ensino a distância, produção de material didático e instrucional que concorrem para a aprendizagem histórica dentro e fora da sala de aula, buscamos reunir professores que atuam em diferentes níveis de ensino e alunos graduandos e pós-graduandos que desejam apresentar e discutir seus trabalhos de natureza acadêmica e/ou didática, bem como relatos de experiências que envolvam a produção de conhecimento no ensino de história, contribuindo assim, para a ampliação, visibilidade e fortalecimento do trabalho diário daqueles que lutam por uma história mais diversa, aberta e reflexiva em tempos de tanto obscurantismos.

Bibliografia:
ANDRADE. Fabiano Viana. Ensino de história frente às tecnologias digitais: um olhar sobre a prática. Revista História Hoje, v. 7, nº 14, p. 172-195 – 2018.
AMIEL, Tel. Recursos Educacionais Abertos: uma análise a partir do livro didático de história. Revista História Hoje, v. 3, nº 5, p. 189-205 - 2014
ARAÚJO, Hugo Alexandre de. Múltiplos olhares para a aprendizagem histórica: o conceito de nação através de evidências visuais. Recife, 2018. Dissertação (Mestrado Profissional em Ensino de História) - Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Federal de Pernambuco. Recife. 2018.
COSTA, Marcella Albaine Farias da. Ensino de História e historiografia escolar digital. Rio de Janeiro, 2019. Tese (Doutorado em História) – Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2019.
PEIXOTO. Artur Duarte. Jogar com a história: concepções de tempo e história em dois jogos digitais baseado na temática da revolução francesa. Rio Grande do Sul, 2016. Dissertação (Mestrado Profissional em Ensino de História) - Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2016.


ST 6 – HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL: INSTITUIÇÕES, PRÁTICAS E CULTURA ESCOLAR
COORDENADORES Profª Dr(a). Aliny Dayany P. de M. Pranto (DPEC/UFRN)
Prof. Dr. Azemar dos Santos Soares Júnior (DPEC/UFRN)

Resumo:
O objetivo deste simpósio é promover reflexões acerca das produções recentes no campo da História da Educação. Esse simpósio se justifica na medida em que possibilita o encontro de pesquisadores que investigam temáticas como: instituições escolares, práticas de educação formal e não-formal e cultura escolar, considerando a diversidade de recortes cronológicos e de lugares que promovem práticas educativas, tais como: escolas, hospitais, instituições filantrópicas, espaços culturais, dentre outros. Nas últimas décadas, as pesquisas voltadas à historicidade das práticas escolares, do cotidiano das instituições de ensino e da cultura escolar têm crescido no Brasil, com o aumento de pesquisas desenvolvidas nas universidades. Nesse sentido, a construção de espaços voltados ao seu compartilhamento faz-se indispensável, pois provoca novos olhares, estimula o desenvolvimento de redes de contato e fortalece o intercâmbio entre diferentes instituições, pesquisadores, tipos de pesquisa e de fontes.

Bibliografia:
BURKE, Peter. O que é história cultural? Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.
FARIA FILHO; GONÇALVES; VIDAL; PAULILO. A cultura escolar como categoria de análise e como campo de investigação na história da educação brasileira. In: Educação e Pesquisa, São Paulo, v.30, n.1, p. 139-159, jan./abr. 2004. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ep/v30n1/a08v30n1.pdf>. Acesso em: 15 fev. 2018.
JULIA, Dominique. A cultura escolar como objeto histórico. In: Revista Brasileira de História da Educação, Campinas, n. 1, p. 9-43, 2001.
PESAVENTO, Sandra Jatahy. História e História Cultural. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.
VIDAL, Diana Gonçalvez. Culturas escolares. Campinas: Autores Associados, 2005.
VIDAL, D.G.; GONDRA, J.G.; FARIA FILHO, L.M.; DUARTE, R.H.. Educação, modernidade e civilização. Belo Horizonte: Autêntica, 1998.
STEPHANOU, M.; BASTOS, M. H. C. Histórias e memórias da educação no Brasil. Petrópolis: Vozes, 2011. (Século XX; v. 3).


ST 7 – HISTÓRIA DAS MULHERES, GÊNERO E FEMINISMOS: NOVOS DEBATES, NOVOS DESAFIOS.
COORDENADORES
Prof. Dr. Genilson de Azevedo Farias (SEED-RN)
Profª Ma. Janaína Porto Sobreira

Resumo:
Este simpósio tem por objetivo reunir estudantes, pesquisadores, professores e demais interessados nas temáticas que abordem processos de lutas, reconhecimento, práticas educacionais e demais iniciativas teóricas e metodológicas que englobem as perspectivas de História das Mulheres, Gênero e Feminismos. Relações de poder e identidades se tornaram chaves importantes dentro de uma epistemologia feminista que ganhou novas discussões pautadas em gênero a partir da década de 1980, nos permitindo compreender melhor as lutas e trajetórias de indivíduos, grupos e políticas públicas em busca da emancipação das mulheres e grupos atravessados por recortes de gênero, classe e raça.  O simpósio que propomos terá como ênfase trabalhos nas mais diversas frentes de estudo: Cinema, Literatura, Fotografia, Artes, Imprensa, Sexualidade, Escola, Família, Movimentos Sociais, Festividades, Direito, Espaço, etc.

Bibliografia:
DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe. Rio de Janeiro: Boitempo, 2016.
FARAH, Marta Ferreira Santos. Gênero e políticas públicas. Estudos Feministas. Florianópolis, 12(1), p. 47 – 71, jan./abr. 2004.
PERROT, Michelle. As mulheres e os silêncios da História. Bauru: Edusc, 2005.
PERROT, Michelle. Minha história das mulheres. São Paulo: Contexto, 2006.
RAGO, Margareth. A aventura de contar-se: feminismos, escrita de si e invenções da subjetividade. Campinas, SP: Unicamp, 2013.
SALVATICI, Silvia. Memória de gênero: reflexões sobre a história oral de mulheres. Revista de História Oral, 2005. Vol. 8, n.1, p. 29 – 42.
SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação e Realidade. V. 20(2) 71-99. Jul/dez. 1995.
SOIHET, Raquel. Feminismos e antifeminismos: mulheres e suas lutas pela conquista da cidadania plena. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2013.


ST 8 – HISTÓRIA INDÍGENA E ENSINO DE HISTÓRIA: TEMAS, PROBLEMAS E PERSPECTIVAS.
COORDENADOR
Prof. Dr. Lígio José de Oliveira Maia (DH/PPGH/PPGEH-UFRN)

Resumo:
Desde a década de 1990, as pesquisas sobre os povos indígenas têm priorizado enfoques interdisciplinares, enfatizando o protagonismo desses povos na História. Por outro lado, a partir de demandas legais (Lei 11.645/03) também têm sido exigido dos docentes – de escolas públicas e privadas da Educação Básica – um conhecimento específico quanto ao Ensino da História e da Cultura indígenas. O objetivo deste simpósio é promover um diálogo aberto com pesquisadores/professores acadêmicos e professores da Educação Básica, sobre os temas da história indígena e sua dimensão no Ensino ao longo da história do Brasil, cujos objetivos específicos são: tornar conhecida as temáticas e as pesquisas desenvolvidas e/ou em desenvolvimento; apontar os desafios inerentes à efetivação da Lei n. 11.645/2008 e ainda promover uma discussão coletiva dessas atuais demandas enquanto saberes de uma História Pública no enfrentamento das demandas sociais na contemporaneidade. Este simpósio é uma proposta do GT – Índios na História (ANPUH-RN).

Bibliografia:
ABREU, Martha SOHIET, Rachel. Ensino de História. Conceitos, temáticas e metodologia. Rio de Janeiro: FAPERJ/Casa da Palavra, 2003.
ALMEIDA, Regina Celestino de. Os índios na História do Brasil. Rio de Janeiro: FGV, 2010.
BANIWA, Gersem. O índio brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje. Brasília: Museu Nacional/LACED, 2006.
CUNHA, Manuela Carneiro da (org.). História dos índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras/FAPESP, 1992.
OLIVEIRA, João Pacheco de (org.). A presença indígena no Nordeste: processos de territorialização, modos de reconhecimento e regimes de memória. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2011.
WITTMANN, Luisa Tombini (org.). Ensino d(e) História Indígena. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2015.


ST 9 – CULTURA VISUAL, HISTÓRIA E NARRATIVAS
COORDENADORES
Prof. Dr. Francisco das C. F. Santiago Júnior (DH/PPGH/PPGEH-UFRN)
Prof. Me. Arthur Fernandes da Costa Duarte (DHC-UFRN)

Resumo:
Abre-se aqui um fórum de discussão sobre o papel das narrativas em seus vários suportes (orais, escritos, audiovisuais etc.) na constituição histórica das relações sociais. Desde a virada linguística, consolidou-se a ideia de que os protocolos disciplinares da historiografia apresentam um componente narrativo. Se inicialmente o debate sobre a narrativa oscilava entre posições ambíguas – a narração como forma de exercício do poder ou uma prática com potência inventivo e subversivo – hoje a narrativa se impõe como constituidora cognitiva-discursiva-afetiva do mundo social em suas diversas temporalidades e espacialidades. Mesmo em tempos de virada visual, a narrativa não perdeu sua importância heurística, sendo reconsiderada como parte ou concorrente das imagens, constitutiva da cultura visual. O simpósio visa oferecer uma oportunidade de trocas de pesquisas sobre narrativas na oralidade, literatura, poesia, jornalismo, arte pública, cinema, fotografia, quadrinhos etc. voltadas a compreender em que medida o narrar constrói espaços, identidades e confere temporalidade e historicidade às experiências históricas.

Bibliografia:
FREITAS, Arthur; GRUNNER, Clóvis; REIS, Paulo; KAMINSKI, Rosane; HONESKO, Vinicius (orgs.). Imagem, Narrativa e Subversão. 1ed.São Paulo: Intermeios, 2016, v. 1, p. 121-144.
HUNT, Lynn (org.). A nova história cultural. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
MENESES, Ulpiano Toledo Bezerra de. Fontes visuais, cultura visual, história visual. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 23, n. 45, p. 11-36, 2004.
SAID, Edward. Orientalismo: o oriente como invenção do ocidente. 2 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
SANTIAGO JR., Francisco das C. F. A virada e a imagem: história teórica do pictorial/iconic/visual turn e suas implicações para as humanidades. Anais do Museu Paulista, São Paulo, v. 27, p. 1-51, 2019.


ST 10 – HISTÓRIA E CIDADE: DIMENSÕES MATERIAIS E SIMBÓLICAS DOS ESPAÇOS URBANOS
COORDENADORES
Prof. Me. Cid Morais Silveira (Doutorando em História – UFRN/ Bolsista CAPES)
Prof. Me. Giovanni Roberto Protásio Bentes Filho (Doutorando em História – UFRN/ Bolsista CAPES)

Resumo
Este simpósio temático tem como objetivo reunir trabalhos de pesquisas dedicados à relação entre a história e os espaços da cidade a partir de suas dimensões não apenas materiais, mas também simbólicas. A cidade é entendida aqui, não apenas como cenário destas ações, mas como parte do processo de construção histórica, onde se articulam sensibilidades, sentimentos e significados que vão além da dimensão material. Ela é registro humano, fruto das relações entre grupos sociais diversos, indo além dos seus aspectos físicos. Não existe cidade sem experiências humanas, sem a dimensão simbólica e cultural que tais experiências trazem consigo. Portanto, os trabalhos devem atentar para as negociações envolvidas no desenvolvimento, na organização e no processo de significação dos espaços urbanos, a partir das disputas de poder, das práticas de espaço, das memórias, dos regimes de historicidade, das formas públicas de expressão, das sensibilidades e da afirmação de práticas políticas e culturais.

Bibliografia:
ARGAN, Giulio Carlo. A história da arte como história da cidade. 5ª edição. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
BRESCIANI, Stella (Org.). Imagens da Cidade. São Paulo: FAPESP; Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2000.
CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano: artes de fazer. 9. ed. Trad. Ephraim Ferreira Alves. Petrópolis: Vozes, 1994.
HARVEY, David. A produção capitalista do espaço. São Paulo: Annablume, 2005.
PAMUK, Orhan. Istambul: memória e cidade. Tradução Sergio Flaksman. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
PECHMAN, Robert Moses (org). Olhares sobre a cidade. Rio de Janeiro: Editoria da UFRJ, 1994.
PESAVENTO, Sandra J. O imaginário da cidade: visões literárias do urbano – Paris, Rio de Janeiro, Porto Alegre. 2ª edição. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2002.
RAMA, Ángel. A cidade das letras. Tradução de Emir Sader. São Paulo: Boitempo, 2015.
SENNETT, Richard. Carne e pedra: o corpo e a cidade na civilização ocidental. Tradução de Marcos Aarão Reis. 3ª ed., Rio de Janeiro, Record, 2003.


ST 11 – LUTAS PELO PASSADO RECENTE: DITADURAS, REDEMOCRATIZAÇÕES, MOVIMENTOS SOCIAIS, MEMÓRIA, HISTÓRIA E ENSINO DE HISTÓRIA NO BRASIL E NA AMÉRICA LATINA
COORDENADORES
Prof. Dr. Haroldo Loguercio Carvalho – (DH-PPGH/PPGEH-UFRN)
Prof. Dr. Sebastião Leal Ferreira de Vargas Netto (DH-PPGH/PPGEH-UFRN)

Resumo:
O Simpósio Temático pretende recepcionar trabalhos que dialoguem com a história recente da região refletindo as tensões oriundas dos períodos autoritários e das lutas pela consolidação da democracia, da memória, da verdade e da justiça. Entende-se que o Brasil e a América Latina vivem nos dias que correm o recrudescimento das tensões políticas derivadas dos avanços e conquistas sociais das últimas décadas que reencontraram, na reorganização das classes dominantes tradicionais, a recuperação de uma história excludente, da negação e o revisionismo histórico a fim de manter inalteradas as estruturas de poder e de mando. O ST se propõe ser um espaço para análises sobre as implicações desta realidade a partir da perspectiva do ensino e da pesquisa histórica (e seus diálogos com outras disciplinas); as alternativas e estratégias teóricas e práticas que historiadores e professores de história tem desenvolvido para refletir sobre o tempo recente identificando novos atores, desafios e problemáticas diante deste cenário complexo e conturbado.

Bibliografia:
CARDOSO, Lucileide Costa; CARDOSO, Célia Costa (organizadoras). Ditaduras: memória, violência e silenciamento. Salvador: Editora UFBA, 2017.
CORDEIRO, Janaina Martins. Direitas em movimento: a campanha da mulher pela democracia e a ditadura no Brasil. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2009.
GONZÁLEZ, María Paula. La enseñanza de la historia en el siglo XXI: saberes y prácticas. Los Polverines, Prov. De Buenos Aires: Editora da Universidad Nacional de General Sarmiento, 2018.
JELIN, Elizabeth. La lucha por el pasado: cómo construímos la memoria social. Buenos Aires: Siglo Veintiuno Editores, 2018.
MARIANA, Fernando Bonfim (org.). Terrorismo de estado, direitos humanos e movimentos sociais. São Paulo: Editora Entremares, 2017.
MOTTA, Rodrigo Patto Sá (organizador). Ditaduras militares: Brasil Argentina, Chile e Uruguai. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2015.
TRAVERSO, Enzo. La historia como campo de batalha: interpretar las violencias del siglo XX. Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica, 2016.
VARGAS, Sebastião. Palavras que caminham o mundo: histórias e místicas do EZLN e do MST. Rio de Janeiro: Publit, 2014.


ST 12 – CULTURA E ESPAÇOS DE PODER NO MUNDO ANTIGO
COORDENADORES
Profº. Me. Arthur Rodrigues Fabrício. (Doutorando - PPGH-UFRN).
Profº. Me. Cleyton Tavares da S. Silva. (Doutorando - PPGH-UFRN).

Resumo:
Os estudos sobre o Mundo Antigo no âmbito da disciplina histórica têm despertado cada vez mais interesse, tanto em nível nacional, quanto regional. No Rio Grande do Norte há um crescente número de pesquisas sendo realizadas, nos mais diversos recortes e temáticas. Neste sentido, compreendendo a importância dos espaços de debate e cooperação acadêmica, este simpósio temático tem como objetivo reunir pesquisadores e suas produções, com o intuito de estimular e ampliar os estudos na área, procurando refletir acerca das múltiplas relações que se estabelecem entre culturas e espaços de poder nas sociedades do Mundo Antigo. Busca-se abarcar estudos em torno da História da Cultura, História Política, Cultura Material, História & Memória e História & Espaços, que tenham como proposta problematizar sociedades do Mundo Antigo - Sociedades Antigas Orientais e Mediterrâneas.

Bibliografia:
DAVID, B.; THOMAS, J. (Ed.). Handbook of Landscape Archaeology. New York: Routledge, 2016.
GUARINELLO, Norberto L. História Antiga. São Paulo: Contexto, 2013.
HARTWIG, Melinda K. (org.). A companion to ancient Egyptian art. [S.l.]: Wiley-Blackwell, 2015.
HIRATA, E. F. V. A espacialidade do Poder na Cidade grega antiga. REVISTA MARACANAN, v. IX, p. 104-117, 2013.
HORNUNG, Erik. Idea into Image: essays on ancient egyptian thought. New York: Timken, 1992.
INGOLD, T. The Temporality of the Landscape. World Archaeology, Vol. 25, No. 2, Conceptions of Time and Ancient Society (Oct.,1993), pp. 152-174.
KEMP, Barry. Ancient Egypt: Anatomy of a Civilization. New York: Routledge, 2018.
POLIGNAC, F. de. Espaço Cultual e Paisagem Religiosa: entre rito e representação. IN: LIMA, A. C. C. (org.). Imagem, Gênero e Espaço. Representações da Antiguidade. Niterói: Ed. Alternativa, 2014. P. 09-22.


ST 13 – IMPÉRIOS IBÉRICOS NO ANTIGO REGIME: SOCIEDADE E CULTURA (séculos XVI-XVIII)
COORDENADORES
Prof. Dr. Leonardo Cândido Rolim (DHI/Mossoró-PPGEH-UERN)
Prof. Me. Tyego Franklin (Doutorando do PPGH-UFRN)

Resumo:
Entre os séculos XVI e XVIII, o império português passou por grandes mudanças estruturais e de consolidação de suas conquistas, alternando períodos de maior e menor centralização, influenciados pelo direcionamento econômico e político que a Coroa portuguesa e outros agentes buscavam imprimir. O período de conquista foi marcado por muitas guerras e alianças com as populações de indígenas, e que culminou no estabelecimento das primeiras povoações, vilas e cidades, com modelos de construção, arquitetura e ordenamento transplantados da Europa, porém adaptados à realidade colonial. Os religiosos, por sua vez, por meio da catequização, buscaram cristianizar essas populações, que possuíam sua própria lógica religiosa e que acabaram por reconstruir o catolicismo ao seu modo. Para consolidar o seu controle em regiões distantes e separadas por oceanos, a Coroa portuguesa transplantou uma série de instituições políticas, econômicas, sociais e religiosas, e de rituais administrativos, que conferiam um sentido de unidade ao Império. Estas instituições tinham um campo vasto de atuação dentro da sociedade, identificado como sua área de jurisdição. Da mesma forma, as festas e celebrações religiosas contribuíam para a afirmação do catolicismo e de uma uniformidade, desejada deste os primórdios do período de conquista. O objetivo deste Simpósio Temático, portanto, é discutir temáticas relevantes para o estudo do período, abrangendo diferentes aspectos da sociedade, cultura, política e economia coloniais e a variedade de agentes sociais envolvidos.

Bibliografia:
ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O Trato dos Viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul (séculos XVI-XVII). São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
ARRUDA, José Jobson de Andrade. Decadência ou Crise do Império Luso-brasileiro: O Novo Padrão de Colonização do Século XVIII. In: Revista USP, São Paulo, n. 46, p. 66-78, junho/agosto 2000.
CAETANO, Antonio Filipe Pereira (Org.). Dinâmicas Sociais, Políticas e Judiciais na América Lusa: Hierarquias, Poderes e Governo (Séculos XVI-XIX). Recife: Editora UFPE, 2016.
FRAGOSO, João; BICALHO, Maria Fernanda; GOUVÊA, Maria de Fátima. Antigo Regime nos Trópicos: a dinâmica imperial portuguesa (séculos XVI-XVIII). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.
MELLO, Evaldo Cabral de. A Ferida de Narciso: ensaio de história regional. São Paulo: SENAC, 2001.
NOVAIS, Fernando. Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial (1777-1808). 2ª ed. São Paulo: 34, 2019.
OLIVEIRA, Carla Mary S.; MEDEIROS, Ricardo Pinto. (Orgs.). Novos olhares sobre as Capitanias do Norte do Estado do Brasil. João Pessoa: Editora UFPB, 2007.
SCHWARTZ, Stuart B. Burocracia e Sociedade no Brasil Colonial. Trad. Berilo Vargas. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
SOUZA, Laura de Mello e. O Diabo e a Terra de Santa Cruz: feitiçaria e religiosidade popular no Brasil colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1986.
VAINFAS, Ronaldo. Trópico dos Pecados: moral, sexualidade e inquisição no Brasil. Rio de Janeiro: Campus, 1989.


ST 14 – O PATRIMÔNIO CULTURAL ENTRE OS SABERES HISTÓRICOS E OS SABERES OUTROS: TEORIAS E PRÁTICAS NA CONTEMPORANEIDADE
COORDENADORES
Prof. Dr. Almir Félix Batista de Oliveira – (PPGTUR/CCSA/UFRN)
Prof. Dra. Janaína Cardoso de Mello – (PPGEH-UFS)

Resumo:
Este simpósio temático tem o objetivo discutir o Patrimônio Cultural, tanto na sua concepção material quanto imaterial, como um campo de pesquisa existente há algum tempo no Brasil, principalmente a partir das últimas três décadas. Como campo de pesquisa, podemos afirmar, em lugar de fronteira dos conhecimentos científicos ou interconectando diversas áreas do conhecimento das ciências humanas, sociais e aplicadas, constituindo-se de múltiplas possibilidades, composto por múltiplos olhares e assumindo múltiplas perspectivas. Nesse sentido este ST aceitará trabalhos que busquem pensar/refletir/discutir a história e a historiografia do Patrimônio em nosso país nas últimas décadas, que se constituam em pesquisas ou em experiências de sala de aula, e que mesmo partindo da História dialoguem com temáticas como a exemplo da educação patrimonial, da preservação e conservação do mesmo ou estabeleçam conversas com outras disciplinas como a Antropologia, Arqueologia, Arquitetura, Turismo, Geografia, Ciências Sociais, Políticas Públicas, Biblioteconomia, Museologia e/ou Geologia.

Bibliografia:
ABREU, Regina, DODEBEI, Vera (Orgs.). E o patrimônio? Rio de Janeiro: Contracapa; PPMS/UNIRIO, 2008.
BARRIO, Ángel Espina, MOTTA, Antonio e GOMES, Mário Hélio (Orgs.). Inovação Cultural, Patrimônio e Educação. Recife: Fundação Joaquim Nabuco: Editora Massangana, 2010.
CHOAY, Françoise. A alegoria do patrimônio. São Paulo: Estação Liberdade/ Editora da UNESP, 2001.
CHUVA, Márcia. Os arquitetos da memória. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2009.
FONSECA, Maria Cecília Londres. O patrimônio em processo. Rio de Janeiro: Editora UFRJ; MinC/IPHAN, 2005.
OLIVEIRA, Almir Félix Batista de. Memória, história e patrimônio histórico. Políticas públicas e a preservação do patrimônio histórico. Aracaju: Editora da UFS, 2012.
OLIVEIRA, Almir Félix Batista de. O patrimônio cultural e os livros didáticos de História ou de como se constrói o sentimento de pertencimento (Brasil - 2000-2015). São Paulo: Programa de Pós-Graduação em História da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), 2016 (Tese de Doutorado).
OLIVEIRA, Almir Félix Batista de. Educação Patrimonial. In: FERREIRA, Marieta de Morais & OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de. Dicionário de Ensino de História. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2019.
POULOT, Dominique. Uma história do patrimônio no Ocidente: séculos XVIII-XXI. São Paulo: Estação Liberdade: 2009.


ST 15 – INTELECTUAIS: MEDIAÇÃO CULTURAL, CONSTRUÇÃO DE MEMÓRIAS E PRODUÇÃO DE SABERES
COORDENADORES
Prof. Dr. Francisco Fabiano de Freitas Mendes (DHI/PPGCISH/PPGEH-UERN)
Profª Ma. Hélia Costa Morais (Doutoranda em História – PPGH/UFMG – Bolsista CAPES)

Resumo:
Responsáveis por produzir e fazer circular conhecimentos e ideias, os intelectuais, segundo Ângela de Castro Gomes (2016), são mediadores culturais que estabelecem, de algum modo, vínculos a processos de intervenção social. Seus textos, incluindo-se as memórias da infância, quando observados para além do discurso em si, são produtos culturais que, pela condição mesma do intelectual, reafirmam ou enfrentam o social de uma época. É essa condição e os produtos culturais (livros, manifestos, ensaios, álbuns fonográficos, jornais, coleções de impressos, filmes) dela advindos que nos interessa neste ST. O objetivo maior é reunir pesquisas que tragam intelectuais pouco explorados pela historiografia ou a releitura inovadora de sujeitos já presentes no tema. Outro objetivo é manter a tradição de discutir o que começou com Gramsci e que agora urge agudamente: como as ideias, incluindo as mais perigosas ou rasteiras, podem se instalar em momentos decisivos de uma sociedade.

Bibliografia:
BOBBIO, Norbert. Os intelectuais e o poder: dúvidas e opções dos homens de cultura na sociedade contemporânea. Trad.: Marco Aurélio Nogueira. São Paulo: Ed. Unesp, 1997.
BOTELHO, André; SCHWARCZ, Lilia Moritz (orgs.). Um enigma chamado Brasil: 29 intérpretes e um país. São Paulo: Cia. das Letras, 2009.
EAGLETON. Terry. Marx estava certo. Trad. Regina Lyra. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012.
GOMES, Ângela de Castro; HANSEN, Patrícia Santos (Orgs.). Intelectuais Mediadores: práticas culturais e ação política. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2016.
GRAMSCI, Antonio. Os intelectuais e a organização da cultura. 4ª ed. Trad.: Carlos Nelson Coutinho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1982.
MICELI, Sérgio. Intelectuais à brasileira. São Paulo: Cia. das Letras, 2001.
PÉCAUT, Daniel. A geração dos anos 1920-40. In: _____. Os intelectuais e a política no Brasil: entre o povo e a nação. Trad.: Maria Júlia Goldwasser. São Paulo: Ática, 1998.
SIRINELLI, Jean-François. Os intelectuais. In: RÉMOND, René (org.). Por uma História
Política. Tradução de Dora Rocha. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2003, p. 231- 269.


ST 16 – HISTÓRIA E IMPRENSA: MÉTODOS E POSSIBILIDADES
COORDENADORES
Prof. Dr. Lindercy Francisco Tomé de Souza Lins (DHI/PPGCISH-UERN)
Prof. Dr. Marcílio Lima Falcão (DHI/PPGEH-UERN)

Resumo:
A imprensa, mormente a publicação de jornais, informativos e revistas, seja como fonte, seja como objeto de investigação é uma das temáticas mais utilizadas pelos historiadores. Pela amplitude do material, é possível obter uma leitura do passado de um setor da sociedade de uma época, sua composição sociopolítica, seus projetos e expectativas. Deste modo, este Simpósio Temático propõe discutir pesquisas que abordem o estudo de periódicos, tanto da grande imprensa quanto da segmentada; da atividade profissional de jornalistas, colunistas e correspondentes; assim como o periódico como fonte documental de outras temáticas históricas.

Bibliografia:
BARBOSA, Marialva. História cultural da imprensa: Brasil, 1800-1900. Rio de Janeiro: Mauad X, 2010.
__________ História cultural da imprensa: Brasil, 1900-2000. Rio de Janeiro: Mauad X, 2007.
DARNTON, Robert. O beijo de Lamourette: mídia, cultura e revolução. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
LEITE, Arlan Eloi. O jornal Tribuna do Norte e o Golpe Militar de 1964 [recurso eletrônico]: a publicidade da “subversão” potiguar. Natal, RN: EDUFRN, 2016.
LUCA, Tânia Maria de. MARTINS, Ana Luiza (Org.). História da imprensa no Brasil. São Paulo: Contexto, 2008.
NEVES, Lúcia Maria Bastos; P. MOREL, Marco; FERREIRA, Tânia Maria Bessone da C (Org.). História e imprensa: representações culturais e práticas de poder. Rio de Janeiro: DP&A: Faperj, 2006.
PINSKY, Carla Bessanezi. (Org.). Fontes históricas. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2006.
PORTO, Sérgio Dayrell (Org.). O jornal: da forma ao sentido. 2. ed. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2002.
SCALZO, Marília. Jornalismo de Revista. São Paulo: Contexto, 2003.


ST 17 – TEORIA DA HISTÓRIA, HISTORIOGRAFIA E HISTÓRIA DOS ESPAÇOS
COORDENADORES
Prof. Dr. Evandro dos Santos (DHC/PPGHS-CERES-UFRN)
Prof. Dr. Magno Francisco de Jesus Santos (DH/PPGEH-UFRN)

Resumo:
Este Simpósio Temático pretende acolher trabalhos que tratem das dimensões teóricas da escrita e do ensino de história. Além disso, interessa-lhe estudos que versem sobre a área de história da historiografia, atualmente consolidada e ampla em nível nacional e internacional, em estudos que, nesse sentido, se voltem para o caráter tanto epistemológico quanto didático do conhecimento histórico. Pesquisas que problematizem a atuação do profissional de história em diferentes âmbitos do espaço público também serão adequadas à proposta. Por fim, investigações relacionadas aos lugares e sujeitos sociais responsáveis pela produção e divulgação de história, que tematizem os estudos interseccionais (gênero, classe, raça), corpo, novas espacialidades, histórias dos/nos sertões, as amplitudes políticas da historiografia, a dicotomia natureza/cultura, tempo presente e usos do passado bem como as relações entre história e literatura – ou seja, tudo aquilo que compõe e diz respeito à chamada cultura histórica – também serão aceitos.

Bibliografia:
ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz de. O tecelão dos tempos: novos ensaios de teoria da História. São Paulo: Intermeios, 2019.
ARENDT, Hannah. Entre o passado e o futuro. São Paulo: Perspectiva, 2003, p. 110- 121.
CERTEAU, Michel de. A escrita da história. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2002.
CONNELL, Rawyen. Usando a teoria do sul: descolonizando o pensamento social na teoria, na pesquisa e na prática. In: Epistemologias do Sul, Foz do Iguaçu/PR, 1 (1), p. 87- 109, 2017.
FERREIRA, Marieta de Moraes; OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de (coord.). Dicionário de Ensino de História. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2019.
GUIMARÃES, Manoel Salgado. Historiografia e cultura histórica. In: Ágora (UNISC), v. 11, p. 31-47, 2005.
MAGALHÃES, Marcelo; ROCHA, Helenice; RIBEIRO, Jayme; CIAMBARELLA, Alessandra (org.). Ensino de história: usos do passado, memória e mídia. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2014. SANTOS, Pedro A. C. dos; NICODEMO, Thiago e PEREIRA, Mateus H. de Faria. Historiografias periféricas em perspectiva global ou transnacional: o eurocentrismo em questão. In: Estudos Históricos, v. 30, n. 60, p. 161-186, 2016.


ST 18 – HISTÓRIA CULTURAL DAS RELIGIÕES
COORDENADORES
Prof. Dr. André Victor Cavalcanti Seal da Cunha/ UERN
Prof. Ms. Amauri Morais de Albuquerque Júnior/IFRN

Resumo:
Este simpósio temático se propõe a abrigar pesquisas que elegeram o fenômeno religioso como objeto de estudo. Buscamos fomentar investigações sobre diferentes religiões, religiosidades e espiritualidades a partir da abordagem da História Cultural. Interessa-nos consolidar um espaço de reflexão para debatermos apropriações, representações e práticas do campo religioso. Desta forma, abrigaremos temáticas relacionadas com a constituição da diversidade religiosa brasileira. As Histórias dos mais diferentes segmentos religiosos, tais como: católicos, religiões de matriz africana, evangélicos e espíritas, encontraram aqui uma possibilidade de interlocução.

Bibliografia:
CHARTIER, Roger. A História Cultural: entre práticas e representações. Lisboa: DIFEL, 1990.
CHARTIER, Roger. A Mão do autor e a mente do editor. São Paulo: UNESP, 2014.
CHARTIER, Roger. A ordem dos livros: leitores, autores e bibliotecas na Europa entre os séculos XIV e XVIII. 2. ed. Brasília: Editora da UNB, 1999.
CHARTIER, Roger. Os desafios da escrita. São Paulo: UNESP, 2000.
CHARTIER, Roger. Do palco à página: publicar teatro e ler romances na época moderna (séculos XVI- XVIII). Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2002.
CHARTIER, Roger. Leituras e leitores na França do antigo regime. São Paulo: UNESP, 2004.
CHARTIER, Roger. Origens culturais da revolução francesa. São Paulo: UNESP, 2009a.
CHARTIER, Roger. A Aventura do Livro: do leitor ao navegador. São Paulo: UNESP, 2009b.


ST 19 – HISTÓRIA DOS SERTÕES
COORDENADORA
Profª Drª. Paula Rejane Fernandes (DHC/PPGHS-CERES-UFRN)

Resumo
O simpósio congregará trabalhos que discutam os sertões como um espaço construtor de identidades e suas múltiplas composições historiográficas e histórico-culturais. Aceitaremos trabalhos que tratem das seguintes temáticas: grupos sociais; vivências em função dos vestígios materiais; artefatos dos diferentes grupos em suas vivências; leituras do corpo pela lógica disciplinadora, profilática ou higienista; instituições e políticas públicas de intervenção no espaço e natureza; diferentes formas de exercício do poder; estudos sobre a escrita da história dos sertões; produção de memórias, biografias e trajetórias de vida sertanejas; representações sobre as qualidades e condições; instituições, intelectuais e os agentes culturais; saberes pautados pela ideia de povo, de nação, de região; tradições, crenças, ritos, práticas e discursos de grupos; sertões como tema das artes cênicas, do audiovisual e da iconografia; construção dos mitos culturais, imaginário, utopias e distopias sertanejas.

Bibliografia:
ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval MunizA Invenção do Nordeste e outras artes. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2011.
AMADO, Janaína. Região, sertão, naçãoRevista Estudos Históricos, Rio de Janeiro: CPDOC/FGV; Ed. FGV, v. 8, n. 15, p. 145-152, jan./jul. 1995.
ARRUDA, Gilmar. Cidades e Sertões: entre a história e a memória. Bauru: EDUSC, 2000.
FERREIRA, Jerusa Pires. Os segredos do sertão da terra: um longe perto. Légua & meia: Revista de literatura e diversidade cultural. Feira de Santana: UEFS, v. 3, nº 2, 2004, p. 25-39.
MORAES, Antonio Carlos Robert. Serão: o outro geográfico. Terra Brasilis [Online], 4 - 5 | 2003, posto online no dia 05 Novembro 2012, consultado o 29 Junho 2016.
NEVES, Erivaldo Fagundes. Sertão como recorte espacial e como imaginário culturalPoliteia, Vitória da Conquista, v. 3, n. 1, p. 153-162, 2003.
RÊGO, André Ricardo Heráclio do. Visões do Sertão: o interior das terras no Brasil Colonial e na África PortuguesaRevista do IHGB, Rio de Janeiro, v. 175, n. 463, p. 235-278, abr./jun. 2014
SARAMAGO, Victoria. O sertão ao redor do mundo: escritos portugueses do século XVI. In: SILVA, Sandro Dutra e; SÁ, Dominichi; SÁ, Magali (Org.). Vastos sertões: história e natureza na ciência e na literatura. Rio de Janeiro: Mauad X, 2015. p.231-46.


ST 20 - SABERES HISTÓRICOS E CONTEMPORANEIDADES: A FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS DE HISTÓRIA PARA UMA NOVA SOCIEDADE

Prof.ª. Dr.ª. Margarida Maria Dias de Oliveira (UFRN)
Prof.ª. Dr.ª. Nathalia Helena Alem (IFBA)

Resumo
A proposição deste Simpósio Temático tem por objetivo principal buscar construir um espaço em que as reflexões sobre as formações dos profissionais de História sejam a motivação para debater e compreender a sociedade que emerge das complexas relações sociais, politicas, econômicas e culturais empreendidas nestas primeiras décadas do século XXI. Discutir a função das escolas, museus e outras instituições escolares na longa duração e os desafios impostos pelas mudanças sociais que exigem a conjunção de objetivos que permanecem e modos de operar que se modificam, alguns deles que irrompem de formas mais ou menos abruptas ou com alterações profundas nas formas de sentir, pensar e agir dos sujeitos históricos, nos parece um desafio que se configura como urgente para as instituições formadoras de profissionais de História.

Bibliografia:
ALEM, Nathalia Helena. O ensino de História nos espaços de formação técnica profissional: O caso do Instituto Federal da Bahia/Campus Salvador (2004-2015). In: TRABALHO & EDUCAÇÃO (UFMG) , v. 26, p. 265-270, 2017.
ALEM, Nathalia Helena; PEREIRA, Júnia Sales. Ensinar História no ensino médio integrado. A Educação Técnica Profissional: muitas questões, grandes desafios. In: Revista História Hoje, v. 5, p. 46, 2016.
OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de; OLIVEIRA, I. F. . A formação do profissional de história na contemporaneidade.In: Mouseion (UniLasalle) , v. 19, p. 109-125, 2014.
OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de; STAMATTO, Maria Inês Sucupira; OLIVEIRA, ITAMAR FREITAS DE . Políticas e práticas da história escolar no ensino médio do Brasil: a interdisciplinaridade em questão. In: Perspectiva , v. 32, p. 429-451, 2014.
SILVA, D.L.S. ; MAYNARD, D. C. S. . O portal Metapédia: revisionismo histórico negacionismo no tempo presente. REVISTA TRANSVERSOS , v. 01, p. 23-41, 2017.


INSCRIÇÕES

1 – O sistema de Inscrição é feito exclusivamente por meio eletrônico, a partir do Formulário de Inscrição disponibilizado abaixo. Solicita-se leitura atenta de todos os itens destas instruções, para evitar eventuais problemas nas inscrições.

2 – As inscrições podem ser feitas numa das modalidades abaixo, admitindo-se, para quaisquer delas, fazer-se a inscrição com ou sem minicurso:

2.1 Sócio apresentador de trabalho (professor universitário e/ou pesquisador com mestrado ou doutorado; estudante de pós-graduação e/ou professor(a) da educação básica; graduado);
2.2 Sócio ouvinte;
2.3 Não sócio apresentador de trabalho (professor universitário e/ou pesquisador com mestrado ou doutorado; estudante de pós-graduação e/ou professor(a) da educação básica; graduado);
2.4 Não sócio ouvinte;
2.5 Estudante de graduação – apresentador de trabalho;
2.6 Estudante de graduação – ouvinte.

3 – Importante, antes de fazer qualquer inscrição, efetuar o pagamento em depósito ou transferência eletrônica. O comprovante deverá ser guardado, pois, é obrigatório o envio junto ao Formulário de Inscrição , em formato digital (JPEG ou PDF). O pagamento deve ser feito tendo-se em vista os seguintes dados:

Estabelecimento bancário: Banco do Brasil
Agência: 0036-1
Conta POUPANÇA: 106.764-8      VARIAÇÃO: 51
Titular: LEONARDO CÂNDIDO ROLIM
CPF: 022030713-03

4 – Os valores de inscrição para cada modalidade são os da tabela abaixo:

5 – Solicitamos atenção ao preenchimento correto de todos os campos do Formulário de Inscrição , em especial nos campos “Nome” e “Título do Trabalho”, se for o caso, para evitar posteriores problemas quanto à emissão dos certificados. O preenchimento correto do campo “e-mail” também é de fundamental importância para futuro contato com os inscritos.


6 – Os colegas que desejarem associar-se à ANPUH, para obter desconto na inscrição, deverão fazê-lo antes de se inscreverem no IX Encontro Estadual de História, através do seguinte Link . Preferencialmente, a associação à ANPUH deve ser feita até o dia 20/03/2020 para a obtenção do desconto no ato da inscrição.


7 – Uma vez paga a inscrição na condição de não associado, não será possível reverter para a opção de sócio, caso a associação tenha sido feita após o dia 20/03/2020.

8 – Os associados da ANPUH deverão estar quites com as anuidades para terem direito ao valor de inscrição estipulado para esta categoria.

9 – Em hipótese nenhuma haverá devolução do valor referente às inscrições.

10 – A inscrição em Minicurso é específica. Para tanto, o interessado deverá inscrever-se no campo Minicurso, do Formulário de Inscrição , adicionando-se o valor respectivo (R$ 20,00) ao valor geral da inscrição. A inscrição em Minicurso não isenta o interessado de pagar os valores de inscrição em outras modalidades de participação. Ao fazer sua inscrição para minicurso, o interessado deve escolher 3 (três) opções dentre as listadas na página do evento, classificadas em 1ª, 2ª e 3ª opções. Caso o minicurso escolhido em 1ª opção já esteja completo ou seja cancelado por não atingir o número mínimo exigido de participantes (10), o inscrito será realocado no minicurso escolhido em 2ª opção, e assim sucessivamente. O número máximo de vagas em cada minicurso é de 20, mas ele poderá ser ampliado, a critério da Comissão Organizadora, em acordo com os professores responsáveis. Nesses casos, será respeitada a ordem de inscrição.


11 – Cada inscrito poderá apresentar apenas 1 (um) trabalho em apenas 1 (um) simpósio temático, como autor principal. O inscrito deverá escolher 2 (dois) Simpósios Temáticos, conforme a ordem hierárquica de sua preferência. Caso não seja aceito no primeiro, será realocado na opção seguinte. Avaliação, aceitação e eliminação de trabalhos dentro do simpósio temático são realizadas pelos coordenadores de cada simpósio. Caso o simpósio temático seja cancelado, os inscritos neste simpósio serão realocados na segunda opção. Caso o trabalho não seja aceito em nenhuma das rodadas de avaliação, o inscrito será automaticamente considerado como ouvinte, sem devolução do valor pago na inscrição. O número máximo de participantes em cada simpósio é de 24, selecionados a partir de critérios acadêmicos. Tal número poderá ser aumentado, em função de justificativa específica dos coordenadores, encaminhada à Comissão Organizadora. Solicita-se consultar o cronograma do evento para os prazos de inscrição, envio do trabalho completo e aceitação.

12 – Os resumos dos trabalhos científicos a serem submetidos para os simpósios devem ter até 250 palavras e conter objetivos, metodologia, resultados e conclusões, conforme a NBR 6028 – ABNT. Devem ter até 5 palavras-chave que identifiquem os temas tratados no estudo.

13 – Cada trabalho enviado para submissão aos Simpósios Temáticos poderá ter até 03 (três) autores. Todos deverão fazer a inscrição como apresentador de trabalho (seja sócio, não sócio ou ouvinte), mas, apenas um, o autor principal, deverá enviar os dados da comunicação (título, resumo, palavras-chave, indicação de simpósios), indicando, no Formulário de Inscrição, os nomes dos demais coautores. No caso destes, no ato da inscrição como apresentadores de trabalho, deverão indicar que são coautores (e não autor principal) na lacuna destinada à inserção do resumo, identificando o título do trabalho.


14 – Professores orientadores poderão ser mencionados no Formulário de Inscrição e terão os nomes alocados no Caderno de Resumos. Todavia, para serem integrados aos Certificados de Apresentação de Trabalho e aos Anais Eletrônicos deverão estar inscritos no evento.


15 – Dúvidas poderão ser encaminhadas para o e-mail: ixencontroanpuhrn@gmail.com


TABELA DE VALORES PARA INSCRIÇÕES IX EEH-ANPUH/RN

Apresentado de trabalho: Com desconto (até 08/03) Sem desconto (09/03 a 06/04)
1 – Sócio apresentador de trabalho – professor universitário e/ou pesquisador com doutorado R$ 110,00 R$ 150,00
Não sócio Sócio-apresentador de trabalho – professor universitário e/ou pesquisador com doutorado R$ 360,00 R$ 360,00
2 – Sócio apresentador de trabalho – professor universitário e/ou pesquisador com mestrado R$ 70,00 R$ 100,00
Não- Sócio apresentador de trabalho – professor universitário e/ou pesquisador com mestrado R$ 280,00 R$ 280,00
3 – Sócio apresentador de trabalho – estudante de pós-graduação e/ou professor(a) da educação básica R$ 50,00 R$ 80,00
Não- Sócio apresentador de trabalho – estudante de pós-graduação e/ou professor(a) da educação básica R$ 200,00 R$ 200,00
4 – Sócio apresentador de trabalho – graduado R$ 45,00 R$ 60,00
Não- Sócio apresentador de trabalho – graduado R$ 100,00 R$ 100,00
5 – Estudante de graduação – apresentador de trabalho R$ 40,00 R$ 50,00
OUVINTES:
Ouvinte sócio R$ 40,00
Ouvinte não-sócio R$ 60,00
Ouvinte estudante de graduação R$ 30,00
Minicurso
Acrescer o valor do minicurso ao da sua inscrição conforme categoria R$ 20,00

Trabalhos Inovadores

Em 2013, o Simpósio Nacional de História ocorrido em Natal contou com uma sessão para exposição de trabalhos inovadores de professores de História da rede básica de educação. A intenção era tanto de abrir um maior espaço no evento para esse tipo de trabalho, tendo em vista que os Simpósios Temáticos comportam somente a exposição de trabalhos acadêmicos, ao mesmo tempo em que procurávamos fomentar um maior envolvimento dos professores da rede básica com o Simpósio por meio da mediação das Associações de História regionais.

Aquela experiência foi muito exitosa. Após as exposições dos professores, a sensação obtida foi a de uma renovação de espírito. Desconfiamos que por conta da forma como a atividade foi pensada e intitulada – trabalhos inovadores/trabalhos diferenciados – conseguimos agregar uma série de relatos, que ainda que não obliterassem as dificuldades enfrentadas, conseguiram fazer com que passássemos uma tarde inteira compartilhando experiências positivas sobre educação, a escola e o ensino de História, o que convenhamos, não é algo muito comum.

Atualmente, o cenário avançou um pouco. De 2013 para cá, os PIBID se consolidaram, os ProfHistória avançaram e surgiram os RESPED. Além desses programas, em várias salas de aula espalhadas pelo país, professores e professoras de História também continuaram a encontrar soluções diferentes para suas turmas. Nesse sentido, o IX Encontro da ANPUH RN quer retomar esse espaço, convidando a todos aqueles e aquelas que tenham “produtos” que os inscrevam no nosso Salão de Trabalhos Inovadores.

Esta atividade ocorrerá na sexta pela manhã, das 08h às 10h, antes da nossa última mesa redonda. Será concedido certificado de apresentação de trabalho. Diferentemente dos ST, em que cada um possui um tempo determinado para fazer uma exposição oral, congregaremos os trabalhos no mesmo espaço para quem tiver interesse, conversar com os autores e autoras e ver os produtos.

As inscrições se darão através do formulário de inscrição, na modalidade: trabalhos inovadores. As regras para resumo são as mesmas para os trabalhos submetidos para ST. Dado os trabalhos em equipe de muitos PIBID e RESPED, aceitaremos trabalhos com até quatro autores. O limite total de trabalhos será de 25 proposições, que serão selecionadas por uma comissão. A ANPUH RN disponibilizará mesas e expositores verticais. Como o espaço de apresentação será ao ar livre, também estamos trabalhando para disponibilizar energia elétrica para as apresentações.